Vou ser pai, e agora? – O papel do pai durante a gravidez


Por: Ane Caroline Janiro
Postagem em Parceria com: GRAVIDEZ FELIZ

Quando a gravidez se inicia, parece ser algo natural o processo de maternidade. Parece ser um vínculo que acontece espontaneamente entre mãe e bebê. Já a paternidade, por outro lado, pode ser que se estabeleça de uma forma um pouco distinta às vezes. O pai não sente a barriga crescer, não tem os sintomas típicos desta fase, não sofre as milhares de influências hormonais, não sente o bebê chutar em sua própria barriga. Assim, por vezes, a paternidade pode ser um processo um pouco mais lento de se assimilar, que será construído aos poucos, com o passar dos dias. Cada vez mais o pai irá se dar conta de seu papel.

Algumas dicas, entretanto, podem ajudar a passar por este aprendizado com mais suavidade e, claro, aproveitar muito este período:

Evitar conflitos – Vale para os dois (mamãe e papai), afinal de contas, não é uma fase fácil para nenhum dos dois. Para a mãe, por conta de todas as transformações que a gravidez traz consigo, como foi citado acima. E para o pai, justamente por ainda não estar plenamente adaptado a essa mudança, porque agora sua cabeça também está cheia de incertezas, medos, dúvidas. Além de tudo isso, ele terá de aprender a lidar com a sua companheira de uma forma totalmente diferente, já que suas reações provavelmente estarão “à flor da pele”. É complicado muitas vezes para o homem entender com profundidade o que a mulher está sentindo. Fica bem mais fácil quando ele expressa a ela suas dificuldades e ela faz o mesmo, explicando a ele exatamente como se sente. Então, investir em conversas tranquilas, procurar ouvir e compreender melhor um ao outro e ter bastante paciência, são dicas importantíssimas para manter a harmonia nesta fase.

Incluir o pai no processo – Em alguns casos, a mulher acaba sentindo que a maternidade é algo tão íntimo e tão particular, que acaba se esquecendo de incluir o homem neste processo. Por isso, muitas vezes o homem só sente que se tornou pai de verdade, quando o bebê nasce. Aí tudo fica mais complicado – ter que se acostumar com este novo papel e ao mesmo tempo conviver com a “correria” e as novidades que um bebê traz para a casa. É claro que isto deve partir de ambas as partes (o pai deve procurar estar presente), mas uma boa dica é que quando a mulher sente seu bebê mexendo na barriga, ela faça com que o homem sinta também. Colocar a mão dele sobre sua barriga, fazer com que ele fale com o bebê desde o começo, ajuda o pai a criar aos poucos o vínculo com o filho. Se ele ainda não leva muito jeito para isso, se tem vergonha, não é o momento de brigar, e sim de ensinar, estimular. Para a mãe às vezes este ato é bem mais natural, então falem com o bebê juntos. Já se sabe que mesmo na barriga, o bebê pode aprender a diferenciar os timbres da voz. Aos poucos isso irá se tornando natural e será cada vez mais prazeroso a ambos. Durante as consultas e exames pré-natais, é muito importante também que o pai esteja presente, que fale com o médico, tire dúvidas, converse. Saber o que está acontecendo em cada fase, o torna parte integrante do processo. Pesquisar sobre gravidez e compartilhar com a mãe, também ajudará o pai a se familiarizar com a paternidade. E após o nascimento do filho, este exercício deve ser mantido: ajudar a trocar fraldas, dar banho, revezar com a mãe os momentos de acordar de madrugada para acolher o bebê, acompanhar ao pediatra. E dividir também os momentos de lazer, de diversão, e não apenas as responsabilidades.

É uma fase – Acima de tudo, lembrem-se que é uma fase. Exige adaptação, tem seus desafios, mas vai passar! Por isso, aproveitem! Outras fases virão quando o bebê nascer e consequentemente exigirão outros aprendizados e mais adaptação ainda. Então busquem não focalizar apenas as dificuldades. Curtam este momento que é único!

OBS.: Todo o conteúdo desta e de outras publicações deste site tem função informativa e não terapêutica.

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Sobre a autora:

Ane Caroline Janiro – Psicóloga clínica, idealizadora e editora deste blog.
CRP: 06/119556

4 comentários em “Vou ser pai, e agora? – O papel do pai durante a gravidez”

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