Psicologia e Maternidade/Paternidade

Depressão pós-parto e Baby Blues – Qual a diferença?

Você provavelmente já ouviu falar de "Depressão pós-parto", mas já ouviu o termo "Baby Blues"? Sabe o que é e qual a diferença entre ambos? Muitas vezes o diagnóstico pode se confundir entre as duas situações, por isso a necessidade de conhecer e sempre buscar orientação especializada.

Por: Ane Caroline Janiro
Parceiro: Gravidez Feliz

Você provavelmente já ouviu falar de “Depressão pós-parto”, mas já ouviu o termo “Baby Blues”? Sabe o que é e qual a diferença entre ambos?

Muitas vezes o diagnóstico pode se confundir entre as duas situações, por isso a necessidade de conhecer e sempre buscar orientação especializada. O “Baby Blues” ou “Blues Puerperal” ocorre em cerca de 60% a 80% das mulheres logo após darem à luz. É caracterizado por uma melancolia ocasionada pelas alterações hormonais que acontecem com a mãe após o parto, quando a produção de leite se inicia e os hormônios que estavam relacionados à gestação sofrem mudanças.

Outros fatores também influenciam, como as incertezas em relação a esta nova fase, a saída da maternidade e volta para casa, que envolve a adaptação com o bebê recém-nascido e o cansaço pelo tempo passado no hospital. Outros sintomas característicos são o sentimento de exaustão, insônia, ansiedade, mudanças de apetite, irritabilidade e vontade de chorar. Ainda, pode ser que haja uma sensação de estar “presa” a essa situação e a impressão de que estes sentimentos não irão passar, trazendo a angústia de não conseguir ser uma “boa mãe”. Além disso, pode ser que haja um sentimento de culpa por estar triste com a maternidade que, muitas vezes, foi muito desejada e planejada.

O “Baby Blues” ocorre cerca de 3 dias após o parto e costuma durar apenas algumas semanas, ou mesmo alguns dias, e seus sintomas vão desaparecendo espontaneamente após a adaptação com o bebê e com o apoio da família. É importante lembrar que esta melancolia não se trata de uma doença e não precisa ser tratada como tal. O que é diferente da “depressão pós-parto”, que apresenta sintomas muito semelhantes, porém persistentes e agravados, não é solucionada espontaneamente e necessita de acompanhamento específico. Este segundo caso atinge cerca de 10% das mulheres (alguns estudos sugerem uma porcentagem maior) e atrapalha muito o cotidiano da mãe e do bebê. Em alguns casos a mãe desenvolve os sintomas após o nascimento do filho e, em outros, a depressão já estava no início mesmo antes de o bebê nascer. Pode acontecer também de os sintomas aparecerem até meses após dar à luz.

Gosto sempre de ressaltar que o fato de uma pessoa apresentar determinados sintomas não indica que ela tenha obrigatoriamente tal diagnóstico, por isso a necessidade de prestar atenção às reações individuais e, na dúvida, sempre procurar um especialista. Outro ponto é que, como tudo na vida, a gravidez e a maternidade são repletas de surpresas, desafios, altos e baixos. Então é normal vez ou outra sentir insegurança, medo, tristeza, raiva, ansiedade e nada disso é necessariamente patológico, faz parte do curso natural e do aprendizado de cada fase. O que pode ajudar bastante:

  • Mantenha uma alimentação equilibrada;
  • Converse com a sua família, fale sobre o que está sentindo, peça ajuda, não se sobrecarregue se há quem possa dividir as tarefas com você;
  • Converse com seu(a) ginecologista e diga também a ele(a) o que está sentindo;
  • Durma (sempre que for possível, peça para alguém cuidar do bebê por algum tempo para que você descanse), a falta de sono afeta drasticamente o humor;
  • Não tenha medo de errar em alguns momentos e não se culpe caso isso aconteça. Você está se adaptando a esta fase e não existem mães perfeitas.

Referências estatísticas: Baby Center.

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Sobre a autora:

Ane Caroline Janiro – Psicóloga clínica, idealizadora e editora deste blog.
CRP: 06/119556

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