Sem açúcar, com afeto. Porque o excesso de açúcar pode prejudicar a saúde mental das crianças?


Por: Psicóloga Ane Caroline Janiro

A obesidade não deve ser a única preocupação quando se fala em alimentação infantil. Muitas crianças, apesar de serem relativamente magras ou estarem dentro de seu peso ideal, ingerem quantidades extremamente altas de açúcar e gorduras ruins, que além de prejudicarem a saúde física, interferem [e muito] na saúde mental das mesmas.

Um estudo recente publicado pela revista científica The American Journal of Clinical Nutrition sugere que crianças podem comer mais quando estão aborrecidas, e que este comportamento é contrário à natureza humana, que tende a não ter apetite quando enfrenta situações de estresse ou tristeza. O comportamento de comer mais e, em muitos casos guloseimas açucaradas quando se está triste pode ter sido aprendido em casa, quando a família utiliza comida como recompensa para que a criança pare de chorar ou na tentativa de animá-la.

Com isso, a criança “aprende” a associar suas frustrações e outros sentimentos ruins e desconfortáveis à comida, o que pode levá-la a uma futura compulsão alimentar ou “alimentação emocional”. A criança passa a buscar por doces e outros petiscos para compensar sentimentos, mesmo sem estar com fome.

Parece então não ser mesmo uma boa ideia utilizar alimentos como moeda de troca com as crianças.

Outro ponto importante a ressaltar é que, quando familiares ou responsáveis pela criança oferecem alimentos como recompensas, normalmente são oferecidos itens como doces, refrigerantes, salgadinhos industrializados, gordurosos ou frituras e não uma maçã, ou uma folha de alface por exemplo. São exemplos bem discrepantes para mostrar que em geral as guloseimas com excesso de açúcar, sal e gordura são apresentados às crianças como alimentos gostosos e que trazem prazer e os vegetais são associados a itens que precisam ser ingeridos por obrigação (muitas vezes até escondidos no meio de alguma refeição).

É claro que não precisamos ser radicais e cortar totalmente o açúcar do cardápio das crianças, mas o fato é que diminuir a quantidade oferecida e começar a familiarizar os filhos desde bem cedo a alimentos mais saudáveis só irá contribuir para o bom desenvolvimento e o bem estar físico e mental deles.

Cuidar bem da alimentação dos pequenos é também uma forma de demonstrar afeto.


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Sobre a autora:

Ane Caroline Janiro – Psicóloga clínica, idealizadora e editora deste blog.
CRP: 06/119556

 

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