Coluna Ane Caroline Janiro Comportamento Pessimismo

Sobre a reclamação crônica

Conheço pessoas que sempre buscam encarar a vida de forma mais leve, encarar as suas dificuldades e focar nos momentos bons e nos aprendizados. Mas também conheço pessoas que sempre tem um motivo para reclamar. Acabam de superar um problema e logo estão lá, buscando algo novo para se lamentarem. Por que será que algumas pessoas preferem manter o foco no pessimismo?

Por: Psicóloga Ane Caroline Janiro

Conheço pessoas que sempre buscam encarar a vida de forma mais leve, encarar as suas dificuldades e focar nos momentos bons e nos aprendizados. Mas também conheço pessoas que sempre tem um motivo para reclamar. Acabam de superar um problema e logo estão lá, buscando algo novo para se lamentarem. Por que será que algumas pessoas preferem manter o foco no pessimismo?

Claro que isso tem a ver com a personalidade, com a história de vida, com a maneira como a pessoa aprendeu a lidar com as suas emoções, pensamentos e sentimentos (e algumas vezes até a existência de alguns transtornos, como a depressão, que devem ser avaliados cuidadosamente). Na verdade, acredito que isso envolve muitos fatores. Mas o fato é que a inteligência emocional (vamos falar mais sobre isso por aqui) faz toda a diferença em nossa vida e a falta dela parece ser mais um dos efeitos dos tempos atuais.

Precisamos ensinar nossos filhos a lidarem com a tristeza, a raiva, a frustração, as perdas, as dificuldades. Vejo que a sociedade vive dias em busca de uma ilusória felicidade e em uma disputa para ver quem é mais feliz. Como consequência disso, ensinamos aos nossos filhos que, acima de qualquer coisa, eles precisam ser absurdamente felizes e acabamos nos esforçando em prol disso e para que eles não precisem vivenciar momentos ruins. Assim, poupamos-lhes as repreensões, os “nãos”. Poupamos-lhes o “não poder comer aquele doce”, o “não poder ter aquele brinquedo”, o “ter que esperar”. Deixamos de ensinar que os momentos de tristeza e dificuldade existem e precisam ser encarados.

As crianças se tornam jovens e adultos que acreditam que o mundo deveria ser fonte de uma felicidade anestesiante e quando precisam lidar com as primeiras dificuldades da “vida real” se frustram. Começa-se a notar que não é tão fácil assim ser incrivelmente feliz e que a felicidade exige trabalho duro, superação de desafios constantes, problemas e que, por vezes e mais vezes, não teremos a nossa vontade atendida. E então a criança escandalosamente feliz se torna um adulto chato e reclamão, que acredita que o mundo se voltou contra ele e não atende mais aos seus desejos. Claro, pois ele não sabe lidar com a frustração ou com todas as outras emoções “ruins”. Ele não aprendeu a ver o lado positivo e os ensinamentos que os problemas nos proporcionam, pois nunca precisou encará-los de frente, sempre foi poupado.

Carinho e acolhimento familiar são essenciais, sem dúvida, mas inteligência emocional é chave! Todo mundo quer ser feliz (claro!) e sonha também com um futuro feliz para seus filhos. Mas um ser humano feliz é aquele que sabe compreender suas emoções, seus comportamentos, sabe que os problemas são parte do aprendizado e, consequentemente, sabe fazer boas escolhas.


12009753_1145254608837345_2914420128489159683_n


Sobre a autora:

Ane Caroline Janiro – Psicóloga clínica, Fundadora e Administradora do Psicologia Acessível.
CRP: 06/119556



*Ao reproduzir este conteúdo, não se esqueça de citar as fontes.


Gostou deste conteúdo? Compartilhe nas redes sociais!
Cadastre-se também na opção “Seguir Psicologia Acessível”e receba os posts em seu e-mail!


PNG - ONLINE IMAGE EDITOR - Copia.png

Sobre o Psicologia Acessível (saiba mais aqui).

5 comentários

  1. Aqui no mundo existem pessoas que são a pessoas de reclamar á toa, porque elas querem que a felicidade apareça na sua vida. Mas para conquistar felicidade, as pessoas devem responder os objetivos de sua presença no mundo desde seu nascimento. Às vezes, algumas pessoas procuram por consultar com psicólogos para saber o que fazer com que elas fiquem felizes e outras procuram por frequentar as igrejas para reconhecer a felicidade resultante de fé em Deus. Concluindo-se que tem-se pessoas deprimidas que não sabe responder o motivo de seu nascimento….

    Curtir

Deixe um comentário (seu e-mail não será publicado)

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s