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Culpar pra quê?

Quem nunca culpou o outro por estar em uma determinada situação? Vivemos em sociedade que sempre busca um culpado e isto nos ensinaram desde criança. É difícil as pessoas assumirem os seus comportamentos, temos a tendência de colocar sempre a culpa no outro como uma forma de defesa. Mas até quando a culpa é do outro?

Por: Amanda Fornaciari

Quem nunca culpou o outro por estar em uma determinada situação? Vivemos em sociedade que sempre busca um culpado e isto nos ensinaram desde criança. É difícil as pessoas assumirem os seus comportamentos, temos a tendência de colocar sempre a culpa no outro como uma forma de defesa. Mas até quando a culpa é do outro?

Sabemos que nossa personalidade é formada a partir das nossas vivências familiares, sociais, genéticas, entre outras. Mas culpar o outro por sermos de determinada forma e ficar sentado no problema, dizendo: “Eu sou assim, porque meus pais fizeram isto comigo” – não resolverá nada. O que você vai fazer com esta informação? Mudar ou colocar a culpa no outro?

Alguns podem fazer ao contrário, ao invés de culpar o outro, culpam a si mesmo como uma autopunição – mas isto não vai levar a nada. A ideia não é nos culparmos. Acredito que este termo culpa não seja o melhor, é um termo muito pesado, pois a culpa:

  • Deixa o indivíduo direcionado ao passado;
  • O indivíduo se coloca em um papel de vítima, o deixando assim estagnado;
  • Ao nos sentirmos culpados, isto pode nos trazer sentimentos de angústia, tristeza, raiva ou vingança.
  • Nos traz a ideia da moralidade, aquilo que é certo e errado – trazendo um sentimento de arrogância.

Então, culpar pra quê? Para nos sentirmos mais leves e “colocar” o problema no outro? Ou colocar a culpa em nós e fazer com que as pessoas tenham pena de nós, nos deixando no papel de vítimas? Acredito que esta não seja a melhor solução.

O objetivo deste texto é fazer com que você pense na sua responsabilidade e não em culpar o outro. A ideia é pensar no seu desenvolvimento psíquico e que quando você se responsabiliza pelos seus atos, você olha para o passado, entende sua situação, mas foca no presente para agir! A culpa não deixa você agir, você fica paralisado.

Por isso: CULPE MENOS E AJA MAIS

Você é responsável pela sua vida e pode fazê-la diferente, cada um terá a sua dificuldade. Culpar o outro muitas vezes não resolverá o seu problema. Foque naquilo que progredirá a sua vida. Não deixe que o outro apague seus sonhos. Saiba que pode ser diferente apesar de todas as dificuldades, o primeiro passo é você se responsabilizar pelo seu caminho e lutar pelos seus direitos. Você tem o livre arbítrio de decidir o que quer e até mesmo aquilo que você não decide, já está decidido. Pois como Carl Jung disse:

Tudo aquilo que não enfrentamos em vida acaba se tornando o nosso destino.

Observação:

Este tema é muito comum nos consultórios, principalmente com adolescentes. Se você tiver um filho adolescente, é importante você ensiná-lo a se responsabilizar, não a ser vítima, pois o mundo adulto espera que ele se responsabilize pelos seus comportamentos. A responsabilidade é um dos grandes aprendizados nesta fase. Pode ser que fazer isto não seja uma tarefa fácil, por isso, não tenha receio de buscar a ajuda de um psicólogo.

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Amanda Fornaciari Augusto é psicóloga (CRP 06/118369) e formanda em Psicopedagogia. Ambas formações pela Universidade Presbiteriana Mackenzie. É idealizadora da página do facebook Observações da Psicologia. Realiza atendimento clínico na abordagem analítica em São Paulo (SP).


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Sobre a autora:

Ane Caroline Janiro – Psicóloga clínica, idealizadora e editora do Psicologia Acessível.
CRP: 06/119556

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