Quando a ansiedade é o inimigo


Por: Juliana Lima Faustino 

Todos nós já passamos pela experiência de nos sentirmos ansiosos, afinal essa é uma condição inerente a todo ser humano. Quem nunca ficou ansioso ao começar um novo emprego, ao ter que falar em público ou ao viajar para um lugar desconhecido, por exemplo? São muitas as experiências que podem provocar ansiedade, ninguém está livre dela.

Na medida certa a ansiedade é importante em nossas vidas, pois ela nos alerta de perigos, e também ajuda a nos prepararmos melhor para situações em que precisamos ter um bom desempenho. Imagine viver sem a ansiedade, como seria? Ficaríamos expostos a todo tipo de ameaça, correríamos todo tipo de risco, e isso porque não teríamos aquele “alarme” piscando toda vez que estivéssemos frente a um perigo.

O problema é que atualmente a ansiedade tem se tornado um inimigo a ser combatido, é cada vez maior o número de pessoas acometidas por transtornos ansiosos, o que faz destes os tipos de transtornos mais comuns dentre os transtornos mentais. Sem falar na crescente venda de medicamentos ansiolíticos e na grande procura por aulas de meditação, técnicas de relaxamento, terapia, entre outros meios que ajudem no controle da ansiedade.

É claro que a ansiedade sempre existiu. Na época de nossos antepassados primitivos ela era essencial para a sobrevivência, nesses tempos os mecanismos mentais e físicos da ansiedade preparavam os homens da forma ideal para que conseguissem escapar de grandes perigos. Contudo, essa resposta “exagerada” ao medo permanece em nós até os dias de hoje, fazendo com que, muitas vezes, respondamos de forma inadequada àquilo que interpretamos como ameaçador. Inadequada porque em nossa civilização atual não enfrentamos os mesmos perigos que nossos antepassados enfrentavam, ou seja, não temos que lutar ou nos preparar para fugir de animais selvagens como antigamente.

Atualmente os problemas com a ansiedade refletem a correria dos nossos dias, vivemos com pressa e atolados de compromissos, o tempo está cada vez mais curto para darmos conta de tantas tarefas, parece que não temos mais controle sobre as coisas. Em consequência de tamanho esforço para lidar com tantos desafios cotidianos o equilíbrio emocional acaba sendo afetado, gerando angústia e tristeza.

O importante é perceber quando a ansiedade estiver em um nível que comece a prejudicar a vida. Se chegar ao ponto em que já esteja afetando negativamente áreas importantes, busque ajuda, tentar esconder o problema só o torna maior. Busque se informar, pois quanto mais conhecimento sobre o assunto, mais você saberá lidar com ele.

Outro ponto importante é se engajar no tratamento. Você tem que querer melhorar, caso contrário, nada mudará. Por fim, busque o apoio das pessoas com quem você pode contar! Ninguém consegue nada sozinho.

É preciso aprender a conviver de forma equilibrada com a ansiedade, ela é importante em nossas vidas. Se quisermos viver uma vida mais tranquila, temos que encarar nossos medos, conhece-los, bem como conhecer nossa capacidade de enfrenta-los. Há potencial em nós que pode nos fazer superar os momentos mais difíceis que tivermos que enfrentar. Esse é um caminho de autoconhecimento, de modificação de crenças e de mudanças de comportamentos pelo qual todos deveriam passar, porque afinal, o medo começa dentro de nós.

Imagem: Pinterest

Colunista:

Juliana Lima Faustino
CRP 05/43780

Psicóloga clínica (PUC-Rio 2008), terapeuta cognitivo-comportamental (Cepaf-RJ 2011), Psicóloga na ONG Pra Melhor. Experiência clínica no tratamento de transtornos de ansiedade, estresse, depressão, relacionamentos e transtornos alimentares.
Contatos:
Cel: (21) 98108-1978
E-mail: julianafaustinopsi@gmail.com
Fan Page: www.facebook.com/julianafaustinopsicologa
Blog: Cuidando das Emoções: www.psijulianafaustino.wordpress.com
Instagram: www.instagram.com/psico_juliana


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