Como a brinquedoteca hospitalar contribui na recuperação infantil


Por: Ane Caroline Janiro

Você sabia que existe uma lei que torna obrigatória a instalação de brinquedotecas nos hospitais pediátricos brasileiros? É a Lei n°11.104/05 que determina que o hospital deve proporcionar às crianças um espaço lúdico, onde ela possa ter o sofrimento ocasionado pela internação amenizado através das brincadeiras.

Mais do que um espaço onde sejam disponibilizados brinquedos, o espaço da brinquedoteca deve ser visto como um ambiente terapêutico e de acolhimento. Além disso, por se tratar de um ambiente hospitalar, um aspecto muito importante a ser observado é o da higiene e o cuidado com as chances de contaminação. Tomadas as devidas precauções neste aspecto, os brinquedos e a interação com outras pessoas e crianças traz diversos benefícios psicológicos e também físicos a uma criança em internação.

O ato de brincar em si traz muitas contribuições para o desenvolvimento de todas as crianças e nos casos específicos de crianças hospitalizadas, o universo das brincadeiras e das fantasias pode significar um reforço do tratamento de sua doença e no restabelecimento de sua saúde física de maneira mais satisfatória. Quando a criança brinca, ela está ‘resignificando’ a sua própria condição atual, reforça seus laços familiares e sua relação com o mundo, apresentando assim maiores chances de enfrentamento das doenças e de aceitação do tratamento.

É importante que este momento lúdico transforme a imagem negativa do hospital, onde muitas vezes as crianças precisam ficar internadas por longos períodos, afastadas de seu cotidiano, do convívio com os amigos, da escola e de muitos familiares. Ao encontrar os espaços destinados às brincadeiras, a criança pode enxergar novas possibilidades para sua internação, interagindo com outras crianças inclusive. O brincar ajuda a criança a expressar melhor seus sentimentos: seus medos, suas angústias, tristezas… Podendo diminuir assim a sua ansiedade com tudo que é desconhecido para ela.

É extremamente importante que os adultos reconheçam a importância das brincadeiras e dos brinquedos na vida de uma criança, especialmente no enfrentamento de situações difíceis. É na brincadeira que ela se reconhece, se expressa, cria. Quando a criança não brinca, é sinal de que algo não vai bem.

Referência: http://www.psicologia.pt/artigos/textos/A1010.pdf  // Psicologia.pt

Imagem: Pinterest


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Sobre a autora deste blog:

Ane Caroline Janiro – Psicóloga clínica, idealizadora e editora do Psicologia Acessível.
CRP: 06/119556

Sobre o Psicologia Acessível (saiba mais aqui).

 

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