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O encontro mais íntimo não é o sexual, mas o despir emocional

O encontro mais íntimo entre duas pessoas não é o sexo, é o despir emocional. Uma troca que ocorre quando o medo é vencido e passamos a conhecer o outro em cada um de seus aspectos.

Por: Raquel Aldana

O encontro mais íntimo entre duas pessoas não é o sexo, é o despir emocional. Uma troca que ocorre quando o medo é vencido e passamos a conhecer o outro em cada um de seus aspectos.

Não é fácil conseguir. Na verdade, um despir emocional não é algo conseguido rapidamente e nem com todo mundo. Leva tempo, força e desejo de ouvir, sentir e abraçar emoções. O autoconhecimento e hetero-conhecimento, ou seja, o conhecimento de si e da realidade do outro.

Visto desta forma, não parece acidental os escritos bíblicos utilizarem para falar de amor sexual ou o estabelecimento de privacidade o termo CONHECER.

O despir emocional começa consigo mesmo

É muito importante que nos identifiquemos com o que sentimos, o que pensamos e como podemos usar nossas emoções a serviço de nossos pensamentos.

Ouvir-nos, nos conectarmos e conhecermos nossa herança emocional, ou seja, escanear nosso corpo emocional é essencial para desobstruirmos os nossos medos, conflitos, inseguranças, conquistas, aprendizagem, etc.

Conhecer sua filosofia emocional, explorar vulnerabilidades permanentes, e estar ciente do que te machuca é essencial para contemplar a imagem que seu espelho emocional te projeta.

“O autoconhecimento das nossas vulnerabilidades emocionais não fará com que desapareçam, mas ter uma concepção mais profunda sobre elas nos impedirá de nos afogarmos em nossas conexões emocionais”.

Nossa herança emocional, a chave para conectar

A nossa herança tem um forte impacto emocional sobre nossa capacidade de nos conectarmos emocionalmente com os outros. É precisamente esta bagagem que nos faz aperfeiçoar e agir sobre os nossos sentimentos e emoções de uma certa maneira.

Expor-nos à nossas memórias e àquelas sensações que podem ser desagradáveis não é fácil e muitas vezes nem sequer contemplado como útil. No entanto, existem muitas razões pelas quais é aconselhável fazê-lo:

  • Se quisermos ter relações mais significativas, é importante que façamos uma pausa para olhar para trás e curar as feridas emocionais de nossa infância.
  • A fiação que transporta nossas mensagens emocionais deve ser encontrada para que possamos gerenciar nossas reações.
  • Conhecer esses padrões de reação emocional e comunicar nos ajuda a regenerar os nossos pensamentos e nosso estado de bem-estar.
  • Assim, quando realizamos um trabalho de autoconhecimento, o nosso diálogo interno pode conseguir uma mudança de “As pessoas são perigosas para mim” para “A maneira como elas me trataram me machuca, mas eu já estou ciente disso e tento fazer com que não me afete”.
  • Quando acessamos nossa herança emocional e compreendemos como os sentimentos das experiências passadas influenciam os presentes, podemos estar mais aptos a estabelecer laços fortes e saudáveis com o que nos rodeia.
  • Ser consciente dos filtros emocionais, abrigos e armaduras que usa te ajuda a ser um leitor qualificado e intérprete de ambas as tentativas de conexão, com os outros e consigo mesmo.

Não é fácil despir uma pessoa ferida

Despir emocionalmente pessoas muito marcadas pelo seu passado pode ser difícil, porque terá que lidar com as decepções que rodeiam a pessoa, o medo da rejeição, abandono, solidão …

Para fazer isso você precisa ser inteligente, amar a pessoa e abrir os ouvidos, olhos e banir preconceitos e atitude de julgamento. Ou seja, uma escuta emocional ativa com todos os sentidos, sem “mas” ou vírgula fora do lugar.

“Para fazer isso, deve saber que um despir emocional não é criado em qualquer ambiente, mas devem ser dadas as condições adequadas para gerar emoções, sentir, manipular, examiná-las e usá-las”.

Os cenários ideais para as cenas de despir emocional são aqueles que priorizam o ouvir de dentro, empatia e inteligência emocional. Cenários em que a comunicação e a compreensão são uma grande base de respeito e tolerância.

“Só desta forma, criaremos um ambiente emocionalmente distendido e propício para um encontro íntimo, despir de medos, inseguranças e verdade emocional. Só assim daremos abraços que quebram medos, fecham nossos olhos e fazem com que nos entregamos 200% de corpo e alma”.

Fonte: La Mente es Maravillosa
Tradução: O Segredo

Imagem: Pinterest


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Sobre a autora deste blog:

Ane Caroline Janiro – Psicóloga clínica, idealizadora e editora do Psicologia Acessível.
CRP: 06/119556

Sobre o Psicologia Acessível (saiba mais aqui).

6 comentários

  1. Admiro muito quem tem este conhecimento e consegue transmití-lo de forma tão clara e tocante ao coração! Lendo, não tem como não olhar para dentro de si!

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