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Escuta Ativa: Método ajuda a desenvolver empatia

É muito importante que as crianças sejam orientadas para o desenvolvimento de relações genuínas, estabelecidas com base no respeito ao outro. E é aqui que entram alguns hábitos simples que as famílias devem praticar com os pequenos visando criar e fortalecer esse princípio.

Por: Psicóloga Ane Caroline Janiro

Muito tem se falado sobre a importância do desenvolvimento da empatia em nossas relações, de forma a incentivar o fortalecimento dos vínculos. Em contrapartida, diante do cotidiano turbulento do qual todos nós fazemos parte, nem sempre se sabe ao certo como praticar ou mesmo como incentivar esta empatia entre nós e com as novas gerações.

É muito importante que as crianças sejam orientadas para o desenvolvimento de relações genuínas, estabelecidas com base no respeito ao outro. E é aqui que entram alguns hábitos simples que as famílias devem praticar com os pequenos visando criar e fortalecer esse princípio, como: abaixar-se à altura de uma criança quando falar com ela, olhar em seus olhos, ouvir o que ela tem a dizer. Essas são algumas técnicas utilizadas no método chamado de Escuta Ativa, pelo qual, além de outros benefícios, é possível desenvolver desde cedo uma relação de empatia, ou seja, ensinar a criança a compreender e se colocar no lugar do outro.

Outro benefício que a Escuta Ativa proporciona é a formação de um adolescente mais seguro de si, um adulto que confia em suas escolhas, consegue entender melhor seus próprios sentimentos. Tudo isso com um gesto que parece tão “simples”.

Ainda para a criança, este método também permite que ela confie mais nos adultos que com ela convivem e diminua sua ansiedade frente ao desconhecido.

Principais técnicas para desenvolver uma Escuta Ativa:

  • Olhe sempre nos olhos da criança – para isso, procure sempre se abaixar à sua altura, assim ela se sentirá mais à vontade ao falar, segura de que está sendo compreendida e menos ansiosa;
  • Responda às perguntas das crianças – nem sempre temos todas as respostas e quando este for o caso, tudo bem também dizer que não sabe, isso fará a criança compreender que é possível não saber algo às vezes. Mas sempre que tiver a resposta, dê à criança, em uma linguagem adequada, claro, e sempre mantendo o contato visual.
  • Ajude a criança a entender suas emoções – depois que o momento de intensidade emocional passar, é legal conversar a respeito, nomear os sentimentos, pensar em estratégias para situações semelhantes, falar também sobre nossas emoções e como lidamos com elas. Não é sobre colocar a criança “para pensar no que fez”, o imprescindível é chegar junto com ela a uma conclusão dos motivos que a fizeram se sentir de determinada maneira e agir de tal forma. Precisamos considerar ainda seu cérebro em formação, sua imaturidade neurológica para saber controlar seus impulsos, entender ou lidar com o que sente. Nem os adultos conseguem fazer isso sempre. Apenas a bronca ou o castigo, por si só, não surtirão os efeitos necessários e, sem compreender suas próprias reações, a criança não aprenderá nada sobre si mesma e seus comportamentos.

Mas e os “limites”?

A grande diferença é que a disciplina neste método deve ser aplicada de forma a não reforçar uma relação de medo e agressividade, mas sim de identificação da criança com uma figura de autoridade que ela respeite pelo bom exemplo, não pelas ameaças.

É evidente que um modelo de relação respeitosa presenciado pela criança em sua casa será repetido mais facilmente por ela nos demais ambientes que ela frequentar.

Referência: Parent Effectiveness Training – Thomas Gordon

Imagem: Pinterest

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Sobre a autora:

Ane Caroline Janiro – Psicóloga clínica, idealizadora e editora do Psicologia Acessível.
CRP: 06/119556

 


*Ao reproduzir este conteúdo, não se esqueça de citar as fontes.


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