Nem todas as deficiências são “visíveis”


Por: Psicóloga Ane Caroline Janiro

Mais informação e menos julgamento.

Você sabia que nem todas as deficiências são visíveis? E por que é importante saber (e divulgar) essa informação?
Porque muitas pessoas sofrem preconceito quando utilizam vagas ou serviços exclusivos para deficientes pelo fato de “não aparentarem” ter algum tipo de deficiência.
A deficiência também não tem “cara” – Quantas vezes você já ouviu alguém se referir a um deficiente com a seguinte frase: “mas ele nem parece ter deficiência”?

O que acontece é que a maioria das pessoas está acostumada com um estereótipo onde o deficiente é aquele que utiliza cadeira de rodas para se locomover ou em que suas limitações são fisicamente evidentes. Mas nem sempre é possível notar em um primeiro momento a deficiência, o que não significa que ela não exista.

Antes de reproduzirmos julgamentos como…

  • Estacionou em vaga para deficientes e saiu do carro caminhando;
  • Usa cadeira de rodas, mas fica de pé e mexe as pernas;
  • Nossa, mas essa pessoa não parece ter deficiência;

… Vamos nos informar melhor? 

Existem deficiências intelectuais de maior ou menor comprometimento que não apresentam necessariamente manifestações corporais. É possível ainda que um amputado dos membros inferiores, que utiliza próteses, caminhe sem dificuldade e não seja identificado como deficiente se estiver vestindo calças ou saias longas, por exemplo. Há também deficiências onde a pessoa consegue mover as pernas e até mesmo se levantar, entretanto, não consegue caminhar ou se sustentar de pé por muito tempo. Ainda, existem doenças degenerativas, onde a pessoa vai perdendo aos poucos os movimentos dos membros. E muitas outras situações.

Claro que existem pessoas mal intencionadas no mundo e que podem se aproveitar de serviços que não lhes dizem respeito, mas é preciso abrirmos nossa mente e nosso olhar para compreender mais o outro, nos livrar de pré-julgamentos e buscar mais informações, acolher, nos colocarmos no lugar das outras pessoas e divulgar conhecimentos como esse.

Então, vamos começar eliminando da ideia que aprendemos a construir de que a deficiência “tem cara”, combinado?

Procure sempre falar e perguntar com gentileza, sem preconceitos. Abra o olhar para outras possibilidades.

Se quiser saber mais, conheça a Campanha “Nem todas as deficiências são visíveis”, da AGF – Associação Gaúcha de Fabry. (Fonte indicada)

*Ao reproduzir este conteúdo, não se esqueça de citar as fontes.


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Sobre a autora deste blog:

Ane Caroline Janiro – Psicóloga clínica, idealizadora e editora do Psicologia Acessível.
CRP: 06/119556

Sobre o Psicologia Acessível (saiba mais aqui).

 

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