Entre medos irreais e o sentido da vida


Por: Cris da Rocha

Acordar pela manhã sobressaltada e triste porque teve um pesadelo daqueles que pareciam reais pode acontecer, mas fazer deste pesadelo a história de toda uma semana não vale o esforço e sofrimento. O medo irreal fala de algo que pode, até quem sabe, um dia acontecer por um acaso, mas no momento que ele está apenas rondando a sua cabeça, ele não tem força para acontecer. Outro dia encontrei uma amiga e ela falava que estava com medo de estar com câncer de mama, porque esteve num hospital para acompanhar uma pessoa da família e viu tanta gente com câncer de mama que ela só pensava que aquilo poderia acontecer com ela. Daquele dia em diante passou a ter sonhos horríveis e vivia na frente do espelho olhando para os seios. Havia momentos que ela se imaginava sem os seios, sem cabelo…

Ela começa a suar frio, a ficar trêmula e apavorada com a ideia de ficar doente. Vivia aterrorizada, sua vida passou a ser guiada pelo medo. Ela até hoje vive na sombra desta fantasia. Isto não é um medo real. Medo real é quando você, por exemplo, é assaltado e no susto da situação, você fica assustada até de sair de casa nos primeiros dias do acontecimento, e quando observa alguém que você não sabe quem é direito, seu coração dispara pela situação pelo qual passou. Mas depois de um tempo você supera e bola pra frente! Bola pra frente mesmo, porque se nos deixarmos levar pelo medo, ele será capaz de nos paralisar de tal forma que nossa vida pode perder o contorno vibrante e forte e se tornar algo sem cor. O medo pode ser apenas um sentimento como outros quaisquer e até nos ajudar a pensar em decisões, nos movimentar para situações mais acertadas e até nos proteger. Ou se tornar patológico e com ele trazer diversas doenças. É muito saudável vivenciarmos sentimentos, emoções, sejam os conhecidos como positivos e os negativos.

Agora, mais importante mesmo é saber como lidar com estes sentimentos. Estou cursando a segunda graduação e hoje tenho mais medos do que na primeira. E logo que comecei o período começaram os burburinhos de que uma das disciplinas que iria cursar reprova muito. Começou meu calvário de “sofrência” antecipada, afinal, ninguém quer ter notas baixas. Eu nem havia tido aulas, nem conhecia a professora. Então este medo me deixou bastante ansiosa. Roí as unhas, perdi umas duas noites de sono. Toda hora eu pensava que não poderia perder nesta disciplina. Quanta energia desperdiçada! Mudei a rota do medo e pensei em tirar dois dias para estudar a disciplina. Foi o que fiz, peguei as inúmeras apostilas e os áudios das aulas, fiz uma lista de exercícios. Lembro que no dia, após intensos momentos de estudos eu parei, fiz 30 minutos de relaxamento e fui fazer a prova. Uma semana depois peguei o resultado E… fui muito bem!!! Mudar a rota do medo deveria ser uma obrigação. Não disse que não é bom sentir medo, mas é excelente se conseguirmos colocá-lo em seu lugar para usufruirmos melhor da vida. Saber o que fazer com alguns sentimentos que podem ser ou se tornarem prejudiciais é algo inteligente e que pode ser aprendido no decorrer da vida. Todo ser humano tem a capacidade de tornar o negativo em potência para sua vida, tudo depende da forma como ele enxerga o que se passa em determinados momentos da vida. Mudar o foco inteligentemente, para uma vida mais confortável mentalmente e cheia de vontade de lutar para vencer os medos que aparecem como real, mas não são!

Colunista

Ana Cristina Vieira de Souza
(Cris da Rocha)

São Gonçalo – RJ
Professora d0 1º ao 5º ano do Ensino Fundamental;
Formada desde 2007 em Pedagogia;
Especialização em Educação: Orientação Educacional, Supervisão e Administração Escolar, 2008;
Já atuou como Orientadora Educacional na rede pública de Ensino do Município de Itaboraí do 1º ao 9º ano;
Trabalha com crianças e adolescentes no Projeto Sala de Leitura, onde atua como professora de Literatura, estimulando crianças e adolescentes ao desejo e hábito de ler.
Atualmente é estudante do curso de Psicologia nas Faculdades Integradas – FAMATH, em Niterói.
Contato: prof-anacris@hotmail.com

Imagem: Pinterest

*Ao reproduzir este conteúdo, não se esqueça de citar as fontes.


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