Transgredir: uma boa forma de refazer-se!


Por: Cris da Rocha

Eu gosto de cantar no chuveiro,
Gargalhar onde só pedem silêncio e fazer tudo ao contrário,
somente para me agradar, pra rir e pensar o quanto posso me alegrar no contraditório.
Agradar o meu lado que desagrada,
Porque não há nada mais cansativo que ter que atuar na vida.
Isso, como um ator, que encena uma peça.
Um cantor que canta de uma forma tão teatral que parece até que aquele peito é amor purinho…
Nem sempre é aquilo tudo.
Então gargalhar baixinho, mas gargalhar… é algo que me dá a possibilidade de transgredir.
Hum. É isso! Transgressão, esta é a palavra.
Até que cantar no banheiro,
Gargalhar no silêncio… Nem é de todo uma transgressão
Mas…
Cantar uma música de trás pra frente,
Falar completamente diferente dos seus amigos, trazendo uma nova roupagem pro viver, buscando mais produtividade, onde a galera só pensa em dormir.
Declamar poesia para um doente,
Cantar para alguém internado em um hospital,
Atravessar um idoso no sinal de trânsito quando ele se mostra perdido,
Dar o lugar à uma grávida no ônibus,
Devolver o troco a mais,
Encontrou, não é seu, devolva!
Falaram mal de alguém? Indague o motivo do comentário.
Coisas simples dentre tantas outras, mas que nos ajudam a transgredir em relação à tudo de contrário que temos vivido e presenciado durante nossa passagem neste mundo.
Transgrida se assim for necessário. Se for para alegria pessoal.
Vá ao contrário da maré!
Fale de coisas positivas,
Vibre com coisas simples,
Dê atenção pra olhar a Lua, mesmo que ela não esteja cheia.
Já viu como a constelação é linda?
Olhe para ela enquanto todo mundo olha somente para a televisão.

Transgrida!
Vá à praia para se bronzear se assim te agrada…
Como você faz sempre, mas se der, vá a noite.
Vá em dia de chuva, mas sem raios e trovoadas.
Olhe o mar, sinta o cheiro da maresia,
Vibre!
Repito, nessa vida corrida, vale à pena, experimente transgredir, é um caminho sem volta, quem já fez já viu seus resultados poderosos…
Caminhar como robôs…
Pra lá e pra cá,
No trabalho,
Na faculdade,
No curso de idiomas,
Na família,
Sozinho,
Em grupo,
Querendo o tempo todo se mostrar forte, valente, guerreiro como a maioria faz…
É uma sucessão de repetições que a rotina, o dia a dia, nos faz quase que seres encapsulados.
E talvez a gente nem perceba.
Mudar de rota,
Mudar de ano,
Mudar de estação,
De amor,
De país,
De vida,
De amigos,
De pensamento,
Possa ser o rebuliço que a vida precisa para ser significante
de verdade!

Colunista

Ana Cristina Vieira de Souza
(Cris da Rocha)

São Gonçalo – RJ
Professora d0 1º ao 5º ano do Ensino Fundamental;
Formada desde 2007 em Pedagogia;
Especialização em Educação: Orientação Educacional, Supervisão e Administração Escolar, 2008;
Já atuou como Orientadora Educacional na rede pública de Ensino do Município de Itaboraí do 1º ao 9º ano;
Trabalha com crianças e adolescentes no Projeto Sala de Leitura, onde atua como professora de Literatura, estimulando crianças e adolescentes ao desejo e hábito de ler.
Atualmente é estudante do curso de Psicologia nas Faculdades Integradas – FAMATH, em Niterói.
Contato: prof-anacris@hotmail.com

Imagem: Pinterest

*Ao reproduzir este conteúdo, não se esqueça de citar as fontes.


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