Baixa autoestima, o que as redes sociais tem a ver com isso?


Por: Juliana Lima Faustino 

Em abril deste ano o IBGE divulgou que, pela primeira vez no Brasil, o uso da internet pelo celular ultrapassou o do computador, dado esse que demonstra a rapidez e a alta freqüência com que se acessa a internet hoje em dia. É só dar uma voltinha na rua e você vai perceber a dependência que temos desse pequeno aparelho em nosso dia a dia. Não sabemos mais viver sem nossos celulares, afinal a internet está sempre ali ao alcance das mãos, nos conectando com todo o mundo o tempo inteiro através das redes sociais.

Desde que as redes sociais entraram em nossas vidas que sentimos a necessidade de expor os momentos felizes que vivemos. Ao fazer isso descobrimos o quanto podemos nos sentir especiais ao ter a atenção de todos voltada para nós. Ao mesmo tempo em que somos seguidos, também temos acesso às informações da vida de milhares de pessoas ao redor do mundo, basta um clique para sabermos o que estão vestindo, comendo, comprando, vendendo e até mesmo como estão se sentindo. Sem que nos demos conta as mídias sociais nos colocam em uma árdua disputa para ver quem tem a vida mais interessante e feliz.

Muitos caem na ilusão criada por fotos de momentos felizes, mas que nem sempre correspondem à uma realidade feliz de fato. Julgamos que os outros são felizes e estão sempre por cima, mas a verdade é que ninguém quer mostrar a realidade, nem sempre perfeita, nas redes sociais, afinal seria uma verdadeira queima de filme compartilhar o lado ruim da vida. O que muitos esquecem é que o lado ruim existe para todos, eles só não aparecem nas fotos. E a julgar pelas aparências a grama do vizinho parece tão mais verde que a nossa, não é verdade? Inevitavelmente, comparamos a vida do outro com a nossa, e sim, chegamos à conclusão de que a casa do outro parece bem melhor, o carro do outro parece bem mais bonito, o casamento do outro parece bem mais feliz, e assim, julgando que a vida do outro é bem mais interessante nos tornamos infelizes com a nossa própria vida.

Quando comparamos nossa vida com a dos outros caímos na armadilha de acreditar que estamos sempre por baixo, o que gera em nós um sentimento de baixa autoestima e tristeza. Soma-se a isso um sentimento de solidão de estarmos sempre conectados à todos e cada vez menos conectado a nós mesmos. Desejamos, cada vez mais, o que é do outro, a felicidade do outro, a vida do outro e nos perdemos de nós mesmos, do que realmente queremos, do que realmente nos faz felizes e plenos.

A autoestima tem a ver com estarmos seguros de quem somos, do que queremos, tem a ver com estarmos firmes em nossos valores e convicções. Quando estamos seguros de quem somos não temos necessidade de entrar em nenhum tipo de disputa que prove que somos felizes. Até porque sempre vão existir pessoas melhores do que nós, mas podemos lidar com isso, se estivermos realmente firmes de quem somos.

As redes sociais são excelentes meios de nos relacionarmos com as pessoas, de fazer novas amizades, novos contatos e também uma forma de estarmos próximos de pessoas distantes. Mas elas nem sempre mostram a realidade tal qual ela é. Muitos são os que se expõem de forma apelativa, aparentando uma vida próspera e feliz na tentativa de preencher o vazio de uma vida solitária e infeliz. Pessoas assim pagam o alto preço de sustentar uma vida que na verdade não possuem. Acredito que ser feliz é ter a liberdade de ser quem você é, independentemente daquilo que possui.

Colunista:

Juliana Lima Faustino
CRP 05/43780

Psicóloga clínica (PUC-Rio 2008), terapeuta cognitivo-comportamental (Cepaf-RJ 2011), Psicóloga na ONG Pra Melhor. Experiência clínica no tratamento de transtornos de ansiedade, estresse, depressão, relacionamentos e transtornos alimentares.
Contatos:
Cel: (21) 98108-1978
E-mail: julianafaustinopsi@gmail.com
Fan Page: www.facebook.com/julianafaustinopsicologa
Blog: Cuidando das Emoções: www.psijulianafaustino.wordpress.com
Instagram: www.instagram.com/psico_juliana

Imagem: Pinterest

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