Violência contra a mulher: a luta continua


Por: Juliana Lima Faustino 

Temos vivido um tempo de muitos avanços no que diz respeito à conquista dos direitos das mulheres. A luta pela equidade de gênero tem mostrado seu resultado e, cada vez mais, as mulheres têm conquistado seus direitos em diferentes âmbitos da sociedade. A aprovação da Lei Maria da Penha, que acabou de completar dez anos, por exemplo, foi um importante avanço na defesa da mulher contra as diferentes formas de violência sofrida por ela.

Mas, a despeito dessas conquistas, ainda há muito que ser feito no que diz respeito ao combate à violência contra a mulher. Todos os dias, mulheres de todas as idades, cores e classes sociais, sofrem violência física, sexual e psicológica. A sociedade machista em que vivemos ainda responsabiliza as mulheres pela violência sofrida, pelas roupas que usam, os lugares que frequentam ou pelo tipo de trabalho que realizam. Este tipo de discriminação é muito comum e torna a violência contra a mulher um fato banal na sociedade.

Dentre as várias formas de violência sofrida pela mulher, a violência doméstica ainda é o tipo de violência mais comum, na maioria dos casos essas mulheres sofrem agressões físicas, sexuais e psicológicas do próprio parceiro que, a principio, começam com xingamentos, humilhações, chantagens, comportamentos agressivos esses que, muitas vezes, são conseqüência de ciúmes, abuso de álcool ou drogas e que só pioram com o passar do tempo.

Todos os dias mulheres são marcadas não só fisicamente, como psicológica e emocionalmente. Algumas mulheres sofrem durante anos humilhações e agressões verbais que diminuem a autoestima, levando-as a experimentarem a insegurança, isolamento, depressão e muitas outras conseqüências que prejudicam a qualidade de vida. Nessas circunstâncias, essas mulheres, ainda sofrem chantagens de seus parceiros que as intimidam com ameaças caso elas denunciem a violência, são mulheres que sofrem caladas, sem perspectiva alguma de mudança.

É preciso entender também que a violência contra a mulher causa estragos em toda a família e também na sociedade. Filhos crescem em lares com pais, padrastos ou tios violentos e acabam reproduzindo esse comportamento na escola, nas ruas e entre amigos e familiares. Por fim, essa criança torna-se um adulto violento com o mesmo comportamento que aprendeu durante a infância.

O combate à violência contra a mulher encontra ainda muitas barreiras. Muitas mulheres não possuem informações, não sabem que sofrem violência e nem mesmo sabem onde buscar ajuda. Além da falta de informação, muitas mulheres ainda passam por dificuldades ao procurar serviços de saúde, delegacias de polícia, Instituto Médico-Legal ou serviços de apoio jurídico que, em geral, banalizam o problema e diminuem o sofrimento da vítima.

Para que haja mudanças nos índices de violência contra a mulher é preciso combater a forma naturalizada como é ela vista, este tipo de violência é um problema social, de todos nós e, principalmente, do Estado que deve garantir assistência, prevenção e punição para esses casos. Além disso, é preciso investir na construção de uma sociedade mais justa e igualitária. Uma questão que demanda educação, trabalho e tempo.

» 25 de Novembro: Dia Internacional da Luta Contra a Violência à Mulher

Imagem: Pinterest

Colunista:

Juliana Lima Faustino
CRP 05/43780

Psicóloga clínica (PUC-Rio 2008), terapeuta cognitivo-comportamental (Cepaf-RJ 2011), Psicóloga na ONG Pra Melhor. Experiência clínica no tratamento de transtornos de ansiedade, estresse, depressão, relacionamentos e transtornos alimentares.
Contatos:
Cel: (21) 98108-1978
E-mail: julianafaustinopsi@gmail.com
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Blog: Cuidando das Emoções: www.psijulianafaustino.wordpress.com
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