Está pensando em Divórcio? Saiba como analisar se é o melhor a fazer


Por: Ana Rafaela Bispo da Costa

Quando se fala em divórcio logo sentimos que algo está prestes a acabar. É o fim de um ciclo. Muitas vezes é inevitável que isso ocorra. Mas é necessário avaliar todas as variáveis envolvidas no processo. Neste caso a terapia é da grande valia. Você aprofunda seus motivos e reflete sobre eles para que tome a melhor decisão.

Não é à toa, pois na terapia constantemente voltamos à infância, refletimos sobre a adolescência e percebemos como o ser humano é um conjunto de suas experiências e acaba influenciado por elas. Daí a importância de olhar não só para frente, mas para trás também.

Começarei pela primeira e fundamental separação que o ser humano vivencia que é a quebra do vínculo com sua mãe. A mãe é a primeira ligação e maior referência para o bebê. Depois da mãe, geralmente, a segunda pessoa a adentrar o mundo do bebê é o pai ou algum parente mais próximo e essa inserção é essencial para sua sociabilidade, começando a entender que existem outras pessoas no seu mundo.

Em determinado instante é chegado o momento do distanciamento de ambos, seja para a inserção da criança na escola ou para o retorno da mãe ao mercado de trabalho. E esse momento por vezes é experimentado de maneira natural e tranquila, por outras nem tanto. Caso os sentimentos decorrentes dessa separação sejam negativos, isso pode aparecer ao longo da vida.

Daí a importância de pensar como cada término e conclusão de ciclos são encarados na vida adulta.

Esses ciclos podem ser representados por mudanças de endereço, escola, distanciamento dos amigos, a perda de pessoas próximas e término de relacionamento amoroso. E esses episódios são um misto de emoções, carregando uma pitada de dor, saudade, alegria, lembranças e sentimentos.

Aqui irei me ater às separações que ocorrem em relacionamentos conjugais. Por muitas vezes presenciamos casais que constroem uma vida juntos, constroem planos e sonhos. E no meio do caminho algo dá errado ou descobrem que desejam seguir por caminhos diferentes.

A decisão racional é tomada. Tudo indica que era o melhor a ser feito. E mesmo assim o sofrimento bate à porta. A dor pode ser equivalente à morte de um ente próximo, e, na verdade é. Afinal, o parceiro era vivo na vida e rotina, e agora não mais está nela. Os envolvidos vivenciam de fato o luto, que se trata de tomar consciência da perda e procurar elaborá-la.

Assim sua rede de apoio, que são as pessoas mais próximas, precisa entender o quanto isso é verdadeiro para que possam ajudar. Por outro lado, quem vivencia esse momento deve saber que não está exagerando, até porque um pedaço de sua vida, seus sonhos e planos não mais existem.

Mas antes de tomar essa decisão é importante analisar esse histórico de separações. Como foi sua estrutura de vida? Como lidou com isso?

Muitas vezes as pessoas optam pela separação simplesmente por não saberem resolver de outra forma os problemas, daí pode-se dizer que é muito mais uma questão pessoal do que do casal.

É importante também levar em consideração que a separação do casal acarretará também na separação da família e dos filhos, caso os tenham. Pense nas conseqüências e se de fato é isso mesmo o que deseja. Antes de tomar uma decisão tão séria, recorra aos amigos, à terapia, reflita e perceba o quanto o problema pode estar em você e no outro e, aí sim coloque na balança para tomar a decisão.

E ainda que a separação o tire de alguém, se você der espaço, esse momento pode te trazer à tona outra pessoa, VOCÊ. Talvez esse momento seja de reencontro pessoal. Uma maneira de cuidar de si e se olhar sem a interferência do outro, um momento de reflexão sobre o que passou. Pode ser a oportunidade de estabelecer o vínculo com suas verdades, suas vontades, seus medos, suas alegrias. É a hora de se reconhecer, e nesse reconhecimento se preparar para um novo vínculo, com uma nova pessoa, um novo ciclo.

O reencontro não é simples, é necessário apoio, busca, espaço. Espaço este que pode ser encontrado no divã do terapeuta, que possuindo visão neutra, técnica e acolhedora, facilita o tão procurado encontro consigo mesmo.

Imagem: Pinterest

Colunista:

Ana Rafaela Bispo da Costa
CRP: 06/95603

Psicóloga pela UMESP
Pós Graduada em Especialização em Informática em Saúde pela UNIFESP
trabalha no auxílio ao desenvolvimento de crianças e adolescentes e suas famílias,
atuando na região do ABCD
Contatos:
(11) 982172197
ana_rafaela_24@hotmail.com

anacosta.psicosaude@hotmail.com
Facebook: Infância e Adolescência e os seus desafios na Família

*Ao reproduzir este conteúdo, não se esqueça de citar as fontes.


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