Habilidades sociais na infância como integração entre família e escola


Por: Fernanda Carvalho Araújo Vitorino

Nos dias de hoje é possível perceber o quanto a sociedade vem se modificando ao longo do tempo. Cada vez mais, essas mudanças exigem adaptação ao contexto onde estamos inseridos, seja ele o trabalho, a escola, a família ou a sociedade de maneira geral.

Em minha rotina profissional como psicóloga clínica e também com referência na minha atuação em uma escola particular onde realizo um trabalho voltado ao tema, é possível notar o quanto pais e educadores tem se queixado sobre a diversidade de comportamentos que crianças e adolescentes apresentam no dia a dia.

As crianças passam por várias fases de desenvolvimento, aprendendo regras, normas e valores tanto em casa quanto na escola, podendo se deparar com regras sociais contraditórias em algumas ocasiões.

Para lidar com as modificações culturais da sociedade que ocorre naturalmente ao longo do tempo, as crianças precisam cada vez mais aperfeiçoar suas habilidades sociais. O termo habilidades sociais, geralmente utilizada no plural aplica-se a diferentes classes de comportamentos sociais do repertório de um indivíduo, que contribuem para competência social, favorecendo um relacionamento saudável e produtivo com as demais pessoas”. (DELL PRETTE, 2013 p.31).

De acordo com (DELL PRETTE, 2013) que é referência no assunto, desenvolver a competência social é algo muito valioso e enriquecedor para as relações interpessoais, enquanto que um repertório social empobrecido pode construir sintomas ou correlatos de “problemas psicológicos”.

Assim, é possível notar que a preocupação de pais e educadores é totalmente válida, pois a criança que desenvolve suas competências sociais mais cedo estará buscando promoção da qualidade de vida e prevenindo problemas na infância e na adolescência.

A competência social na infância se faz importante para que a criança possa desenvolver sua capacidade de lidar com situações adversas demonstrando senso de humor, empatia, autonomia, resolução de conflitos, flexibilidade, iniciativa, paciência, entre outros.

De acordo com (DELL PRETTE 2013), os problemas comportamentais e emocionais manifestados pelas crianças são classificados pela psicologia infantil em dois grandes grupos: os externalizantes, que surgem na relação com outras pessoas (agressividade física, verbal, comportamento opositor) e os internalizantes, que se expressam em relação com o próprio indivíduo (depressão, isolamento social, fobia, ansiedade).

A relação entre habilidades sociais e dificuldades ou distúrbios de aprendizagem tem sido objeto de muitos estudos, pois geralmente crianças com problemas de aprendizagem são avaliadas negativamente em suas competências sociais por colegas, professores e até mesmo pelos pais. (DELL PRETTE, 2013, p. 24).

Geralmente a queixa dos professores referem crianças agressivas, imaturas, menos orientadas para tarefa, menos consideradas pelos colegas em suas opiniões e com mais problema de comportamento. Assim, mesmo em situações não escolares tendem a apresentar dificuldade para conversar, realizar trabalhos em grupo, compartilhar brincadeiras e interagir com colegas, muitas vezes, sendo referidas como inquietas briguentas, inibidas e sem iniciativa. 

O treinamento das habilidades sociais pode ocorrer como alternativa de prevenção por meio de ações integradas entre a escola e a família, mas também pode estar associada a intervenções clinicas buscando a superação de dificuldades interpessoais e demais problemas que podem estar associados a este.

A qualidade dos relacionamentos interpessoais da criança está teoricamente, sob o controle mais direto da família e das instituições responsáveis pela educação e desenvolvimento como escolas e creches.

Neste sentido, o investimento das habilidades sociais na infância é de extrema importância, pois, as dificuldades interpessoais neste período do desenvolvimento humano são mais prováveis de serem superadas e atendidas de maneira precoce. Já os problemas comportamentais que surgem na adolescência são mais resistentes às intervenções, requerendo programas com metodologia individual e maior esforço para que se consiga obter um resultado satisfatório.

Referência Bibliográfica

DELL PRETE A; DELL PRETE, ZILDA AP. Psicologia das habilidades sociais na infância Teoria e prática. Petrópolis, RJ: Vozes 2013. 6ª Edição.

Imagem capa: Pinterest

Fernanda Carvalho Araújo Vitorino
CRP: 06/124664

Psicóloga, Pós Graduanda em Psicologia Clínica
Fenomenológica Existencial.
Formada pela Universidade Paulista –  UNIP.
Atende em Serrana/SP.
Contato:
Facebook.com/psifernandavitorino

E-mail: fcavitorino@gmail.com

*Ao reproduzir este conteúdo, não se esqueça de citar as fontes.


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