Moldura: a pintura mais bela está em nossa mãos


Por: Claudiane do Rocio Quaglia Nunes

“Não podemos escolher o que a vida vai colocar à nossa frente. Mas podemos escolher como agir diante do que ela nos apresenta”, já escreveu o autor Carlos Hilsdorf.

Nem sempre estamos dispostos a agir, mas sim a procrastinar algumas ações, alegando falta de tempo ou de vontade para realizar algo. O ato de esperar pode se tornar um grande impeditivo em nossas vidas.

A forma como encaramos uma situação pode mudar radicalmente o seu resultado. Quando procrastinamos algo, deixamos para depois momentos que não retornam mais. Com isso, perdemos a oportunidade e a chance de agir.

A analogia com um quadro é oportuna. Ao admirarmos uma pintura exposta em uma tela, percebemos o todo. Visualizamos uma obra que expressa os sentimentos e os desejos de um artista, demonstrando assim a sua ação. Também observamos a moldura desta obra que, por sua vez, é um complemento da obra em si. O objetivo da moldura é delimitar. Nada além disso.

Na vida, entretanto, as pessoas tendem a confundir a obra de arte com a moldura. Procrastinam as ações que são importantes e se dedicam somente às intenções. Prendem-se a adornos que elas mesmas criam.

Questionamo-nos sobre o que é mais importante ao admirarmos um quadro: a moldura ou a obra de arte em si? Parece que a resposta torna-se óbvia. Uma moldura vazia, por mais rebuscada que seja, não tem sentido algum sem uma obra que a complemente. Obviamente, o conteúdo tem mais relevância que a forma (moldura) que a delimita.

O movimento de pensarmos se as nossas ações se assemelham mais à obra ou à moldura faz com que possamos rever nossas atitudes. Muitas vezes, ficamos agarrados somente à moldura, ou seja, a problemas e obstáculos que criamos alegando a falta de tempo, disposição, motivação ou outro adjetivo que nos leve ao ato de procrastinar e de perder oportunidades.

Existem muitos momentos que marcam uma virada na vida, os chamados “turning-points”. O início de um novo ano ou de um novo mês, por exemplo, pode ser uma destas oportunidades.

Talvez, este seja um momento para observarmos o nosso quadro e refletir se estamos dando mais ênfase à obra em si, ou à sua moldura; se estamos dando mais importância às nossas ações ou ao processo de procrastinar.

Que possamos ser os verdadeiros artistas da obra de arte mais magnífica e admirável que existe. A nossa vida. Pinte-a.

Imagem capa: Link (Dados: Juan Carlos León Menor – Observando al genio / Espanha)

Colunista:

Claudiane do Rocio Quaglia Nunes
CRP nº 06/134348

Psicóloga Clínica e Pedagoga
Formada pela Universidade Nove de Julho
Especialista pela Uninter em Psicopedagogia
Atende em São Paulo/SP
Observações: idealizadora do projeto Ideais de Mim
Contato:
claudianequaglia14@gmail.com

Blog: http://ideaisdemim.blogspot.com.br/

*Ao reproduzir este conteúdo, não se esqueça de citar as fontes.


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