Por que o mundo anda tão pesado para você?


Por: Cleunice Paez

Primeiramente, seus pensamentos podem ser seus melhores amigos, ou seus piores inimigos.

Somos cercados de pensamentos rígidos e de regras de como as coisas devem ser, como se nosso jeito de olhar a vida fosse sempre o melhor, mas vivemos nos surpreendendo e as mudanças nem sempre te pedem licença.

A maioria desses pensamentos chamados de “limitantes e rígidos” tem origem familiar ou de algum acontecimento que tenha causado alguma frustração.

Algumas pessoas confundem a rigidez com ser metódico, até existe certa relação, mas o pensamento fixado, normalmente não é tão claro.

Isso aparece bastante em relacionamentos amorosos, em que se estabelece qual o tipo de parceiro com o qual a pessoa gostaria de se relacionar ou de como esse outro deve se comportar. Todo esse processo seletivo do parceiro acaba sendo egoísmo, porque muitas vezes não se está preocupado em amar e se dar bem, mas em querer suprir as regras de como o relacionamento deve ser. Acaba-se não levando em consideração os sentimentos do outro ou o andar dos acontecimentos.

Começa ai o ciclo da frustração em que se envolve com vários parceiros, mas acaba não tendo tolerância o suficiente para levar as considerações, as crenças e as vontades do outro.

A regra rígida entra nesse excesso de selecionar tanto tudo e todos, ao ponto que começa a se isolar, vivendo uma vida baseada em aparências para tentar suprir essa ansiedade, num pensamento de que se o outro sair do seu contexto, “nunca vou dar certo com ninguém mesmo”, acredita tanto nisso que começa a se sabotar nos relacionamentos.

Essas regras mentais de pensamentos entram em todos os contextos, normalmente a pessoa é excessivamente crítica com tudo. É um mundo prisioneiro como forma de defesa por algum sofrimento, fracasso, frustração ou por pais rígidos que colocaram na sua cabeça ideias do tipo: “ você não fez mais que sua obrigação”, “se não for do meu jeito, não quero”, “é 8 ou 80”.

Entramos na questão de aprender a tolerância com os sentimentos e pensamentos do outro, mas antes disso com seus próprios pensamentos. Compreender quais são os pensamentos mais fixos que você tem é fundamental para a mudança.

E se sempre viu o mundo dessa forma, cheio de crítica, cobranças próprias e a mente fechada para novos conceitos? Você vai se questionar se mudar realmente seria bom, já que aparentemente sua vida tem funcionado assim.

Você não precisa ser sempre assim!

Que tal mudar o caminho da ida ou da volta aos lugares, se matricular em nova modalidade de cursos, fazer uma atividade diferente ou começar a conhecer novas pessoas?

Se você sempre faz as mesmas coisas, mude um pouco, precisa se permitir, aprenda a arte da tolerância, trabalhe a empatia, escute melhor o outro, aprenda a conviver melhor com sua própria companhia.

Uma pessoa muito rígida também sofre, porque se algo sair do seu contexto, a ansiedade sobe e às vezes ela até se deprime por não falar o que sente. Normalmente acreditam que se falar e expor emoções “o outro vai usar isso contra”.

A flexibilidade vai fazer você perceber que nem todos são como você categoriza, e que existem muitas pessoas que podem fazer você sorrir. Critique seus pensamentos e quebre alguns de seus paradigmas. Perceba que o mundo pode ser muito mais leve, não precisa ser um fardo pesado para carregar.

Monitore seus pensamentos, será que tudo deve ser exatamente como considera que tem que ser?

Quebrar a rigidez dos pensamentos é se permitir olhar diferente para si, os outros e o mundo.

Imagem capa: Pinterest

Publicado também em: Cá entre nós Psicólogos

Colunista:

Cleunice Paez
CRP: 06/103445

Psicóloga pela UNIP
Especialista em Terapia Cognitiva Comportamental – CETCC
Especialista em Psicologia Jurídica – UNICID
São Paulo- SP
Contato:
(011) 970172525 
http://www.psicologavilamariana.com.br
Email: paez.psicologa@gmail.com
Instagram: @psicologia_cognitiva
Facebook.com/psicologaclinicaejuridicacleunicepaez

*Ao reproduzir este conteúdo, não se esqueça de citar as fontes.


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