Se posicionar é preciso


Por: Juliana Lima Faustino

Você sente dificuldade de dizer “não”? Você consegue se posicionar sobre o que você realmente quer ou isso é uma dificuldade? O que para alguns é algo simples, para outros é uma tarefa bem complicada. Quando nos posicionamos sobre algo corremos o risco de decepcionar os outros e para algumas pessoas isto é extremamente desconfortável.

Até que ponto você coloca as pessoas em primeiro lugar? Até que ponto diz “sim” para os outros e “não” para si mesmo? Todas as vezes que fazemos algo que não queremos, estamos dizendo “não” para nós mesmos e esse comportamento, em longo prazo, pode gerar sérias conseqüências.

Pessoas que estão o tempo todo cedendo às vontades dos outros em detrimento da sua, vão construindo uma auto-imagem negativa, precisando sempre que os outros digam quem elas são. Pessoas assim vivem com baixa auto-estima, sentimento de insegurança e complexo de inferioridade. Elas se perdem de si mesmas e vão deixando de saber quem são, do que gostam de fazer e o que realmente querem. Esses casos podem, até mesmo, evoluir para transtornos de ansiedade e depressão.

Aprender a se questionar é muito importante. Devemos nos perguntar: por que fazer o que o outro quer e não o que eu quero? O que passa na sua cabeça quando você pensa em rejeitar um pedido? Você tem medo de magoar o outro? E de magoar a si mesmo, você tem medo?

Não estou querendo dizer que devemos ser insensíveis às necessidades das pessoas, estou chamando a atenção para um estilo de vida que se baseia em agradar aos outros e desagradar a si mesmo, uma maneira de viver que deixa a vida sem nenhum significado, na medida em que o “eu” nunca vem em primeiro lugar.

Se posicionar diante da vida é escrever a própria história, é saber o que quer e onde quer chegar. Conduzir o barco da nossa vida é um desafio constante de afirmação de quem somos e, quase sempre, custa o preço de magoar alguém. É preciso confiar na capacidade de todo ser humano de respeitar a vontade alheia, aqueles que não são capazes de respeitar esse direito são pessoas que visam obter algum tipo de vantagem e talvez não valha a pena tê-las por perto.

Faz parte da vida de quem sabe onde quer chegar dizer “não” quando tem vontade, falar o que pensa sem medo de ser rejeitado. Se posicionar para escrever a própria história é sempre frustrar as expectativas de alguém, contrariar opiniões, perder algumas amizades, conquistar outras, mas também é sempre estar de bem com a vida e, o melhor, estar de bem consigo mesmo.

Imagem capa: Pinterest

Colunista:

Juliana Lima Faustino
CRP 05/43780

Psicóloga clínica (PUC-Rio 2008), terapeuta cognitivo-comportamental (Cepaf-RJ 2011), Psicóloga na ONG Pra Melhor. Experiência clínica no tratamento de transtornos de ansiedade, estresse, depressão, relacionamentos e transtornos alimentares.
Contatos:
Cel: (21) 98108-1978
E-mail: julianafaustinopsi@gmail.com
Fan Page: www.facebook.com/julianafaustinopsicologa
Blog: Cuidando das Emoções: www.psijulianafaustino.wordpress.com
Instagram: www.instagram.com/psico_juliana

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