Felicidade – Por que é um ideal que entristece?


Por: Cleunice Paez

Vivemos escutando: “Seja Feliz”! Como se esse fosse um termo simples e de fácil aplicação. Tentamos buscar essa felicidade e nos frustramos, porque aparentemente deveria ser mais fácil atingir certos objetivos. Logo, nos sentimos incompetentes pela própria missão de ser feliz.

Percebemos que por vários dias, estamos vivendo no automático, deixamos passar os abraços, os sorrisos, as gentilezas, pensamos que o mundo não espera e se não corrermos, ficaremos para trás. Mas a vida vai passando e quando nos damos conta, estamos lá, fazendo mais um aniversário.

Uns dizem que felicidade seria estar em paz, outros, que ela faz parte do seu sucesso profissional, outros querem viajar, outros apenas “não ter problemas”. Vários conceitos mostram que a felicidade está nas pequenas coisas, na valorização e gratidão, e isso se liga muito aos determinantes do que é sucesso para você.

Quando colocamos ideais muito altos, de que o sucesso seria alcançar coisas grandiosas e só assim poderíamos nos sentir “um tanto feliz”, ou “o dia que eu tiver um bom emprego”, ou “o dia que eu ficar rico”… Realizar o que queremos demora e, às vezes, isso sequer acontece. Muitos planejamentos não se tornam realidade porque vamos na contra-mão dos desejos.

A princípio, sabemos o que queremos e quando temos tudo para alavancar, lá vêm os nossos medos e nos bloqueiam, ativando sentimentos de incapacidade. O medo é um sintoma que nos permite paralisar ou enfrentar, as reações normalmente estão relacionadas às nossas vivências anteriores, medos de tomar decisões erradas novamente.

Vivemos em tempos em que a depressão ganha o mundo rapidamente, e nos perguntamos: por que as pessoas andam tão deprimidas, por que estamos tão ansiosos?

Desde criança, começamos a idealizar a vida familiar, profissional, o sucesso num todo. Com o tempo essas idealizações se tornam muito difíceis de serem alcançadas, porque a luta é diária e esquecemos que teria essa parte ao decorrer da vida. Vamos perdendo pessoas, nos desvinculando de outras, erramos e acertamos em escolhas, mas vivemos um eterno questionamento “se era isso mesmo”, ou “Será que isso me basta”? “Por que eu nunca estou contente”?

Desencadeamos a ansiedade, o pânico, a depressão, as frustrações e a incerteza dos rumos que seguimos. Esses fatores provocam estagnação e a procrastinação por não saber o que fazer e como agir com os nossos próprios medos, a maior parte inventada, pensamentos disfuncionais.

A felicidade dá trabalho porque devemos PERSISTIR em nossos sonhos e acabamos desistindo de alguns deles, nem chegamos a dar início ou paramos no meio da trajetória. Não acreditamos que tudo dará certo, ou até, existem medos inconscientes de não conseguir dar conta de tudo que desejou. Entramos em contradições com nossos próprios desejos, do que queremos dos caminhos que estamos traçando, e questionamentos de “será que realmente quero isso para minha vida?”.

Alimentamos a autopunição com crenças centrais de “eu tenho sonhos que nunca realizei, nunca acreditei ser capaz, nunca me permiti mudar e agora me cobro por não ter conseguido”.

Precisamos acreditar mais em nós mesmos, acreditar que somos capazes de mudar o rumo das coisas a qualquer momento, que não precisamos ficar onde não nos cabe, ou em relações insatisfatórias. Esquecemos que somos feitos de escolhas, algumas simples, outras que significam que você terá que abrir mão de muita coisa, e é ai que pesam nossas decisões.

Em muitos casos não cultivamos relações ou fortalecemos os estudos e nem melhoramos os contatos profissionais e sociais, ao que resta nos culpar por escolhas que nunca foram feitas e por sonhos que nunca foram realizados, porque parte deles depende de nós, mas outra parte depende de outras pessoas e das relações do ambiente em que convivemos.

Devemos lembrar que é necessário persistir para alcançar nossas conquistas, aprimorar nossas habilidades e competências, viver melhor no dia a dia, e que algo que você busca alcançar ou se sentir satisfeito, vai começar pelo primeiro passo que você estiver disposto a dar.

Imagem capa: Pinterest

Também publicado em: Cá entre nós Psicólogos

Colunista:

Cleunice Paez
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Psicóloga pela UNIP
Especialista em Terapia Cognitiva Comportamental – CETCC
Especialista em Psicologia Jurídica – UNICID
São Paulo- SP
Contato:
(011) 970172525 
http://www.psicologavilamariana.com.br
Facebook.com/psicologaclinicaejuridicacleunicepaez/
Email: paez.psicologa@gmail.com

*Ao reproduzir este conteúdo, não se esqueça de citar as fontes.


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