Não sei mais o que faço com meus filhos!


Por: Fernanda Carvalho Araújo Vitorino

Atualmente tenho ouvido muitas queixas de pais sobre comportamentos inadequados dos filhos em diversos contextos durante os atendimentos que venho realizando no consultório. Por esse motivo, escolhi esse tema para fazer alguns esclarecimentos que podem ser úteis no dia a dia de quem tem a missão de educar crianças.

Em primeiro lugar é importante esclarecer que você (adulto) é quem deve ter o controle das situações com seu filho, demonstrando sempre que você é a figura de autoridade que ele deve respeitar, pois se não conseguir demonstrar isso a seu filho, provavelmente ele terá dificuldades para reconhecer limites com outras figuras de autoridade que encontrará fora de casa, como por exemplo, pessoas mais velhas, professores, demais familiares, etc.

Atenção! Isso não significa que você precisa ser rude e violento com os pequenos, pelo contrário, tudo deve ser feito a partir do diálogo, favorecendo que a criança compreenda o que está sendo colocado em questão. Não bata nos seus filhos, pois bater não ensina verdadeiramente e a criança apenas passa a ter medo de apanhar.

Dizer “não” é importante e necessário para que as crianças reconheçam limites e entendam que o mundo e os outros não existem para satisfazer suas necessidades. Ao receber um “não” a criança se depara com algo que vai contra seus desejos, favorecendo assim, o desenvolvimento de habilidades para lidar com situações que fogem de seu controle. O “não” também não deve ser dito desenfreadamente, sem fundamentos coerentes. Quando disser “não”, fundamente sua resposta com clareza e objetividade explicando o “por que não”, assim a compreensão se tornará mais simples e mais fácil para os pequenos.

Quando a criança pedir algo, pense com muita calma e sempre que possível discuta com seu parceiro (a) para que ambos cheguem a uma única decisão e, quando disser o “sim” ou o “não” sustente sua resposta, pois se você mudar de ideia estará provando para seu filho que ele pode convencê-lo, o que pode favorecer a ocorrência de comportamentos inadequados como birras e teimosia.

Imagem capa: Pinterest

 Colunista:

Fernanda Carvalho Araújo Vitorino
CRP: 06/124664

Psicóloga, Pós Graduanda em Psicologia Clínica
Fenomenológico Existencial.
Formada pela Universidade Paulista – UNIP.
Atende em Serrana/SP.
Contatos:
Harmonizar Psicologia

Fone: (16) 99162-1591
Facebook.com/harmonizarpsi
E-mail: fcavitorino@gmail.com

*Ao reproduzir este conteúdo, não se esqueça de citar as fontes.


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