Colocou seu filho na creche? Saiba porque escolher bem o local


Por: Ana Rafaela Bispo da Costa 

As mudanças sociais e históricas refletem em mudanças de padrões de vida, de valores, de comportamentos. Uma mudança que ainda traz questionamentos à tona em nossa sociedade é a conquista de novos espaços pelas mulheres, tanto no mercado de trabalho quanto na sociedade, provocando uma modificação nos papéis de mulher, mãe e esposa.

O foco aqui é o papel da mulher enquanto mãe, aquela que muitas vezes é a provedora do lar, trabalha o dia todo e necessita deixar seus filhos aos cuidados de outras pessoas ou instituições.

Buscar uma instituição (creche, lar ou escola) é, muitas vezes, a única alternativa para mães que trabalham fora e que dependem de alguém que cuide de seus filhos.

As mulheres, através de suas conquistas no universo masculino, obtiveram ganhos e perdas, mas sem dúvida, perder o convívio diário com os filhos, foi uma das mais significativas, já que para elas, não estar com os filhos gera muita angústia e sofrimento.

Não só mudanças em relação ao papel da mulher na sociedade, mas também mudanças referentes aos valores e significados dados à infância é que possibilitaram um maior interesse e preocupação em refletir qual o lugar das crianças na família e sociedade e sobre a melhor maneira de cuidá-las.

Historicamente existe uma evolução no conceito de infância que nos possibilita entender como a sociedade define seus padrões de cuidados e educação a estas crianças. E a família, como a primeira instituição da criança, tem papel e influência nessa realidade e pode ser considerada a base para a inserção do indivíduo na sociedade e em suas diversas instituições.

Os bebês até três anos de idade passam por um processo de inserção no mundo social, em que suas aquisições podem lhes garantir um desenvolvimento saudável psiquicamente, ou se negligenciado ou mal assistido, problemas psíquicos se instalarão ao longo de seu desenvolvimento.

No mundo do bebê, sabemos que o mesmo, vê a mãe como uma extensão de si, e consequentemente, sua importância na vida rotineira é imprescindível para que o seu desenvolvimento seja saudável.

Estudar bebês com até três anos de idade leva-nos a uma compreensão de formação do senso de realidade para estes, e com isso a aquisição de saberes sociais e emocionais, levando-nos a uma maior compreensão sobre seu desenvolvimento no futuro.

A partir dessa afirmação pode-se perceber o quanto é importante para a criança a relação com os pais, que é desenvolvida a partir do comportamento de apego em sua vida, bem como, que se a criança estiver sob o cuidado de outros, que estes sejam claramente reconhecidos como pessoas importantes na relação de apego com a criança.

Segundo Papalia e Olds (2000, p.158), “os relacionamentos formados durante a primeira infância afetam a capacidade de formar relacionamentos íntimos durante toda a vida”.

Essa interação é muito importante, pois posteriormente terá influências na formação de ligações com os outros, na vida em sociedade e na proteção do próprio indivíduo.

Não devemos desconsiderar que as relações de apego bem estabelecidas remetem a um desenvolvimento saudável. A maioria dos autores descreve como características principais percebidas em crianças que tiveram uma relação de apego seguro: a curiosidade, competência, independência e facilidade nos relacionamentos, podendo estas persistir até a adolescência.

Portanto, diante da necessidade da inserção de crianças em creches ou lares, é fundamental verificar os valores e forma de cuidado adotados, se condizem com o que a família acredita, dessa forma possibilitando a formação de um apego seguro com outras pessoas que terão os cuidados da criança.

Colunista:

Ana Rafaela Bispo da Costa
CRP: 06/95603

Psicóloga pela UMESP
Pós Graduada em Especialização em Informática em Saúde pela UNIFESP
trabalha no auxílio ao desenvolvimento de crianças e adolescentes e suas famílias,
atuando na região do ABCD.
Contatos:
(11) 982172197
ana_rafaela_24@hotmail.com

Facebook: Tempo de Aprender-se

*Ao reproduzir este conteúdo, não se esqueça de citar as fontes.


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