A dor e a satisfação da mudança


Por: Joscelaine Lima

Em vários momentos da vida, nos deparamos com situações que precisamos mudar, decisões que precisam ser tomadas, que demandam angústia, pois não sabemos qual será o resultado. Mudança de escola, casa, cidade, país, de emprego, posição social, estado civil, de papéis, atitudes, comportamentos, hábitos (…) enfim, são várias transformações vivenciadas.

Existem aquelas pessoas que passam por muitas mudanças na vida e já não sentem medo ou se apavoram ao pensar que terão que mudar outra vez. Existem aqueles que não passaram por muitas mudanças, tendo certa resistência sempre que precisam realizar uma, demoram a se habituar, tendo estranhamento diante das novidades encontradas.

Há mudanças naturais que vem com o tempo. Conforme a idade passa vem a maturidade e muitos de nós passam a ter prioridades diferentes, papéis diferentes. A saída da casa dos pais é uma grande transformação na vida, percebemos que nada é de graça, que nada vem pronto, principalmente se os pais não tiverem muitas condições financeiras para ajudar. Indiferente de morar sozinha/sozinho, com amigas/amigos ou com companheiro/companheira, esposo/esposa, vai ser bem diferente de quando se vive com os pais. Haverá responsabilidades que nunca existiram antes, percebemos que a louça suja não se limpa sozinha, a energia elétrica é desligada se não pagamos, a geladeira fica vazia se não vamos ao mercado fazer compras, enfim, aprendemos que tudo tem um custo, que a vida pode ser mais difícil do que sempre pareceu.

Outra grande mudança, que para muitos começa na saída da casa dos pais e para outros depois de muitas transições, é o casamento, o momento em que duas pessoas diferentes resolvem dividir seu espaço, sua vida, seu futuro, sua história. É uma ocasião em que, se ambos não estiverem dispostos a viver uma mudança real, não vai dar certo, e vão viver uma vicissitude: a separação, o fim de um casal, uma modificação que pode ser terrível para muitos. Para alguns pode trazer um certo alívio, mas, uma carga de angústia, de decepção, de sentimento de fracasso vem também. Para algumas pessoas é muito difícil, sentem-se perdidas, sem chão, buscando justificativas, culpando e torturando-se, mas, com o tempo e ajuda, inclusive profissional, percebem que o mundo não acabou, que podem recomeçar e encarar novos desafios.

Não podemos deixar de falar sobre uma grande transformação: ser mãe e ser pai. De um momento para outro se passa da condição de filho/filha para pai/mãe. Tudo muda, a partir deste momento a vida já não é como sempre foi, temos que pensar por mais alguém e nos dedicarmos inteiramente a este alguém. É um tempo de descobertas, muitas pessoas percebem que tem uma força, uma capacidade muito maior do que pensavam, outros não conseguem dar conta, precisam de muita ajuda, mas todos crescem como pessoas, como cidadãos, aprendem com estes pequenos seres, se desenvolvem, evoluem.

E as mudanças continuam, a cada conquista, a cada dificuldade, a cada sorriso, a cada lágrima… Às vezes é difícil, às vezes dói, às vezes nos perguntamos se não poderia ser diferente, mas as escolhas são assim, abrimos mão de alguma coisa, boa ou ruim, que pode oportunizar algo melhor, trazer desenvolvimento pessoal e nos ajudar a crescer em todas as áreas da vida.

É importante assumirmos responsabilidade por nossas escolhas, nunca culpando pessoas ou situações por algo que não deu certo, mas sermos autores de nossa história, confiando que se alguma coisa ainda não deu certo, quando estivermos prontos, vai dar, ou nos transformaremos a ponto de não precisarmos que aquele desejo antigo dê certo.

O medo sempre vem na hora da mudança, pareça ela boa ou não, mas não devemos permitir que ele nos pare, não podemos nos autossabotar, jamais desistir, ter sempre uma coragem maior que o medo, ter autoaceitação, autoconfiança, saber que somos capazes de vencer o que for necessário. Como a lagarta, não devemos cortar etapas, e sim, aceitar a metamorfose, sair da zona de conforto, vislumbrar e desbravar novos horizontes, cientes de que a cada queda recomeçar é preciso e é possível, basta acreditar!

Imagem capa: Pinterest

Colunista:

Joscelaine Lima
CRP: 12/14672

Psicóloga clínica, formada pela Universidade
do Oeste de Santa Catarina (UNOESC) em 2015.
Atende em São Miguel do Oeste-SC.
Contatos:
Facebook.com/JoscelainePsicologia
Whatsapp: (49) 992028970

*Ao reproduzir este conteúdo, não se esqueça de citar as fontes.


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