Vamos falar sobre inclusão escolar?


Por: Camila M. Fernandes

Sei que é um assunto que ronda muitas pessoas o tempo todo, mas quantas vezes realmente nos aprofundamos sobre o tema? O que realmente sabemos sobre a inclusão escolar?

Incluir, no âmbito escolar, significa que todas as crianças têm direito a escola. Incluir é a capacidade que temos de entender e reconhecer o outro e, através disso, nos permitirmos conviver e compartilhar experiências com pessoas que são diferentes de nós. Alguns autores acreditam que “o diferente” não se refere apenas a pessoas com deficiências ou transtornos, como costumamos achar, e sim a qualquer pessoa à nossa volta. Todos são diferentes, seja na forma de pensar, de ver a vida, entre outros.

Logo, a educação inclusiva deve acolher a todas as pessoas, não precisando necessariamente de uma escola especializada e sim, no âmbito escolar “comum”, com professores bem preparados para lidar com essa diferença. Incluir é tentar fazer com que haja menos discriminação, é permitir interagir com as mais variadas situações, e com as mais variadas pessoas.

A escola tem uma função essencial e primordial nessa inclusão. Se um ganha, ganham todos. A escola precisa ter uma estrutura boa para isso, e não digo apenas estrutura física, mas sim de profissionais dispostos a lidar com essa diferença. Depois da escola (nível professores e funcionários), os alunos ganham muito com a inclusão. Vivemos em um mundo onde tudo o que é diferente, as pessoas insistem em deixar de lado, isso faz com que o preconceito cresça cada vez mais, então quando você inclui novas pessoas, você permite que, desde a infância, as crianças aprendam a lidar com o novo, com a diferença, e a tratar de forma igualitária, diminuindo assim o preconceito. Para o incluído, ter a possibilidade de conviver com outras crianças, faz com que ele sinta-se cidadão como todos os outros, fazendo com que percebam que há um espaço no mundo para eles. Eles são cidadãos, porém ao se verem incluídos poderão sentir menos essa diferença que muitos insistem em manter.

É necessário lidar com a diferença, mas o grande problema é que no lugar da diferença acaba entrando em cena a desigualdade. O preconceito existe em tudo, mas não deveríamos dizer que é pré conceito e sim pós conceito, pois é algo internalizado, incorporado através de um processo educativo.

Precisamos compreender a realidade. Nem sempre apenas explicar algo é suficiente, pois é necessário compreensão e com isso criar significados. Acredito que o que mais precisamos hoje em dia é isso: compreender para criar significados.

Para uma escola ser inclusiva é necessário um bom projeto pedagógico que abra espaço para a reflexão. Como citei anteriormente, incluir vai muito além de ter rampas ou um ambiente físico adaptado.

“O que todo ser humano tem de igual é que todos são diferentes” (Autor desconhecido).

Imagem capa: Pinterest

Colunista:

Camila M. Fernandes
CRP: 06/109118

Psicóloga Clínica. Formada pela Universidade São Judas Tadeu.
Aprimoramento Clínico na Abordagem Cognitiva pela Universidade São Judas Tadeu.
Atendimento no Tatuapé, Zona Leste de São Paulo-SP
Contatos:
E-mail: psico.camilamartins@gmail.com
Facebook.com/psicocamilafernandes

*Ao reproduzir este conteúdo, não se esqueça de citar as fontes.


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