Bullying não é brincadeira


Por: Keyse Teles de Oliveira

Vivemos em dias onde é necessário achar graça em tudo. Mas até onde vai a limite da “zoeira”? E quando o assunto refere-se à saúde mental?

Há muita violência passando despercebida em forma de brincadeira, mas afinal, brincadeira é quando todos se divertem não é mesmo? Se um dos envolvidos sentir dor emocional ou física diante de tal situação, já podemos considerar agressão.

Eis a característica do Bullying: uma violência física, psicológica ou verbal causada intencionalmente de forma repetitiva. E em meio às redes sociais, é tão comum a frase: “a zoeira não tem limite”, que muitos acabam esquecendo até onde podem brincar para não ferir o outro. Segundo a psicóloga Pavan (2011), a pessoa que pratica Bullying geralmente tem característica de liderança ou grande força física, que pode ser utilizada a favor dos outros; assim substituindo um ato destrutivo em algo saudável. À vista disso, os educadores devem dispor uma atenção maior a fim de eliminar este comportamento.

O papel do educador (pais e/ou professores), é fundamental para auxiliar a pessoa no aprendizado de comportamentos construtivos na resolução de conflitos e melhor socialização; afinal comportamentos são aprendidos, e podem ser mudados. E quem está cuidando de sua saúde mental? Por que é alvo? Quando o assunto é este, ainda há muitos tabus que devem ser esclarecidos; pois pouco se debate a respeito de doenças mentais, suas causas, efeitos e tratamentos; pelo contrário, a pessoa simplesmente é rotulada de louca e que precisa manter-se afastada.

As consequências do Bullying são graves; ele gera depressão na pessoa, que passa a conviver com pensamentos angustiantes, baixa autoestima e solidão, intensificando-se cada dia mais, podendo levar até a pensamentos suicidas. Rodeados de tabus, fica difícil a vítima encontrar um apoio em sua família ou amigos; acaba sofrendo calada, sem um meio para amenizar a sua dor. Além do mais, se deparam com discursos, como: “depressão é frescura”, “falta do que fazer”, entre outros absurdos. Portanto, se você conhece alguém que esteja tomando antidepressivos, ou qualquer outra medicação, ao invés de “zoar”, incentive-o a se manter firme o tratamento, ajude-o, e também se disponha a cuidar de sua saúde mental; psicoterapia não é para loucos, e sim para qualquer pessoa que queira o autoconhecimento, resolução de seus problemas de forma autônoma e amenizar sofrimento psíquico causado por determinada situação.

Se você não pratica o Bullying, mas quando vê acontecendo, participa como platéia ou simplesmente fica quieto, lamento informar, mas você também está contribuindo com este tipo de violência.
Por fim, é preciso ter empatia, processo que ajudará a compreender a dor que pode ser causada no outro. Deixo aqui esta reflexão para que a “zoeira” seja sempre saudável e que todos possam rir juntos.

Imagem capa: Pinterest

Keyse Teles de Oliveira
CRP 06/133654

Psicóloga formada pela Universidade do
Oeste Paulista (UNOESTE) em 2015.
Contato:

(018) 9 9781-1824
psicologakeyse@outlook.com

*Ao reproduzir este conteúdo, não se esqueça de citar as fontes.


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