À beira de enlouquecer! Ansiedade Generalizada (TAG)


Por: Cleunice Paez 

A ansiedade generalizada (ou TAG) surge de um quadro muito extremo de incômodo físico e sensação incontrolável de que algo muito ruim está prestes a acontecer ou que ocorrerá alguma catástrofe inevitável. Facilmente a pessoa perde o controle da situação, se preocupando excessivamente com seu futuro. Acredita ser incapaz de resolver a situação e passa a ver a vida constantemente de forma negativa.

Ser ansioso é um estado físico e mental de preocupação, porém existe a compreensão que seus medos podem ser resolvidos ou tolerados. Já na ansiedade generalizada há um estado de hipervigilância constante, acometendo todas as áreas da vida, gerando muito desgaste físico e mental por compreender que a situação “é terrível”, mais do que o normal. Há baixa tolerância à frustração, tudo se torna insuportável. A impressão é que seus problemas sempre são maiores e piores que de outras pessoas, é uma vida constantemente focada no futuro e há muita dificuldade em estar no presente, de estar consciente no dia de hoje.

O tratamento deve consistir em três formas para sustentar a amenização dos sintomas. Trabalhar o aspecto mental é o ponto mais importante para a compreensão de que muitos pensamentos são irreais e que pode existir solução. Diante de pensamentos negativos, o organismo se altera, provocando sintomas físicos como aceleração do coração, falta de ar, insônia, dentre vários outros que são típicos da ansiedade e seria o segundo ponto a ser trabalhado em terapia: técnicas de relaxamento ou formas de diminuir o mal-estar físico, muitas vezes associado ao tratamento psiquiátrico com ansiolíticos ou antidepressivos.

O terceiro ponto são os aspectos comportamentais, ou seja, a forma como a pessoa reage diante desse estado de preocupação. Às vezes a forma mais clara de se observar são as alterações no comportamento, incluindo evitação e isolamento.

As pessoas têm gatilhos mentais que desencadeiam esse estado extremo, identificar e organizar essas estruturas de pensamento, seria a melhor forma de encontrar as soluções. Esse grau de ansiedade geralmente está associado a algum quadro depressivo, falta de concentração ou outras comorbidades (doenças associadas) e muita dificuldade de sentir felicidade com a vida.

Normalmente essas preocupações não são produtivas, isto é, são medos excessivos. A terapia tenta trabalhar esses medos de forma que se tornem preocupações produtivas, fazer algo a respeito, entender o contexto e verificar se algo pode ser mudado, resolvendo, buscando meios de trabalhar e modificar pensamentos bloqueadores que se fecham para soluções, já que os medos muitas vezes causam uma espécie de cegueira diante de possibilidades.

Treinar a mente para identificar os gatilhos mentais e aprender a trabalhar esses pensamentos é de grande ajuda, especialmente para os momentos em que a pessoa estiver sem terapia ou em uma crise mais acentuada. Modificar os pensamentos negativos não é tornar a pessoa positiva diante dos fatos, mas trazer uma realidade em que a pessoa conseguirá se acalmar e sair do estado emocional eufórico ou depressivo, produzindo pensamentos mais concretos e verdadeiros. Chamamos isso de reestruturação cognitiva.

Muitas vezes, as pessoas se encontram tão preocupadas com inúmeras coisas que não conseguem enumerá-las ou identificá-las ou se perdem diante da bagunça mental e é esse processo que bloqueia a solução.

Buscar ajuda terapêutica é o primeiro passo para sair desse mal-estar que a ansiedade causa, organize seus pensamentos, sua saúde mental e física pode voltar a se estruturar. Acalme-se, busque por um psicólogo, ele poderá te ajudar.

Imagem capa: Pinterest

Colunista:

Cleunice Paez
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Psicóloga pela UNIP
Especialista em Terapia Cognitiva Comportamental – CETCC
Especialista em Psicologia Jurídica – UNICID
São Paulo- SP
Contato: 
(011) 970172525 
http://www.psicologavilamariana.com.br
Facebook.com/psicologaclinicaejuridicacleunicepaez/
Email: paez.psicologa@gmail.com

*Ao reproduzir este conteúdo, não se esqueça de citar as fontes.


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