As necessidades emocionais que carregamos


Por: Juliana Lima Faustino 

As primeiras experiências de vida são muito importantes para o desenvolvimento emocional de qualquer pessoa. Desde a infância temos necessidade de compreensão, segurança, atenção e amor para que nos tornemos adultos emocionalmente fortes. Contudo, por melhores que tenham sido as primeiras experiências de vida de uma pessoa, ela descobrirá que possui necessidades emocionais que precisam ser alimentadas ao longo da vida. Nesse sentido, algumas pessoas não gostam de reconhecer suas carências afetivas, escondem suas fragilidades com a intenção de demonstrar força. Pessoas com esse tipo de comportamento costumam se achar auto-suficientes, mas fracassam nas suas tentativas de preencherem seus vazios.

Algumas pessoas fazem escolhas perigosas tentando compensar seus vazios e acabam se afundando em drogas, bebidas, jogos e em outros comportamentos que prejudicam sua qualidade de vida. Por isso, compreender que todos possuem necessidades emocionais que precisam ser preenchidas é a chave para encontrar formas adaptativas de satisfazê-las.

Primeiramente é preciso valorizar os relacionamentos e reconhecer que ninguém se basta, relacionamentos saudáveis são a maior fonte de suprimento emocional que temos, pois precisamos de vínculos e afeto.

Muito importante também é descobrir as coisas que nos dão prazer na vida. Quando preenchemos nosso tempo com atividades significativas alcançamos uma sensação de completude, sentimos que a vida vale a pena apesar de tudo.

Além disso, conhecer nossos pontos fortes e investir neles desvia o foco das nossas fraquezas. Algumas pessoas não conhecem seus potenciais e por isso não se dedicam a nada ou a ninguém, apenas vivem para se lamentarem de suas necessidades. Temos fraquezas sim, mas todos também nascemos com algum tipo de potencial que precisa ser utilizado.

Conviver com nossas fraquezas nos lembra que somos humanos, que somos fortes e fracos ao mesmo tempo. É saudável reconhecer que algo nos falta, pois enquanto estivermos em busca de algo, estaremos sempre em movimento, sempre em direção de alguém ou de alguma coisa e nós não fomos feitos para ficarmos parados, passivos diante da vida. Todo estado de passividade e conformismo é disfuncional e só tende a se agravar. Mas quando nos permitirmos buscar algo, isso é saudável e demonstra anseio pela vida. Por isso, aceite ser incompleto, permita-se expor para o outro, dê a oportunidade do outro atender suas necessidades, dê espaço para o outro expor as necessidades dele e ofereça o que você tem para dar.

Imagem capa: Pinterest

Colunista:

Juliana Lima Faustino
CRP 05/43780

Psicóloga (PUC-Rio) / Terapeuta Cognitivo-comportamental (Cepaf-RJ) 
Blog: www.psijulianafaustino.wordpress.com
Facebook: facebook.com/julianafaustinopsicologa
Instagram: @cuidando_das_emocoes

 

 

*Ao reproduzir este conteúdo, não se esqueça de citar as fontes.


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