Solitude: em busca da nossa essência


Por: Renata de Souza da Silva Rodrigues

Quem sou eu? Essa é uma das perguntas que mais nos fazemos durante toda a nossa vida. Cada vez que mudamos de fase passamos por transformações físicas, emocionais, psicológicas, enfim, tantas, que precisamos nos redescobrir. Desde o nosso nascimento somos definidos por nossas ações e comportamentos, pois isso é o que os outros podem ver de nós. Mas será que somos realmente o que os outros veem? Somos o que os outros dizem que somos? Com quase toda a certeza você respondeu “não”. Entretanto, se já foi questionado com a famosa pergunta “quem é você?”, provavelmente, precisou pensar antes de responder, pois a resposta vai além do seu nome, da sua profissão ou do que você adquiriu na vida.

É interessante pensar que muitas vezes discordamos do que dizem de nós, mas precisamos lembrar que o outro nos vê do lado de fora, de forma diferente da que nos vemos. O problema é quando nem mesmo nós sabemos quem somos.

Buscar saber quem somos é essencial para dar fundamento a nossa vida. Quando não nos conhecemos, fica mais difícil definir nossas escolhas. Quando não sabemos que lugar ocupamos no mundo, nos sentimos perdidos, fora de contexto. Contudo, temos consciência de que o mundo de hoje está rápido demais, temos que tomar decisões “para ontem” e no meio dessa correria estamos nós, sem tempo de parar, respirar e refletir. Como diz a canção “Paciência” do cantor Lenine: “Mesmo quando tudo pede um pouco mais de calma. Até quando o corpo pede um pouco mais de alma. A vida não para.”. Nos sentimos obrigados a correr no mesmo ritmo que a vida nos é imposta, com medo de perder tempo e oportunidades nos deixamos levar.

A canção continua e chega no ponto em que precisamos refletir: “Enquanto o tempo acelera e pede pressa. Eu me recuso, faço hora, vou na valsa. A vida é tão rara.”. Se a vida é tão rara, e temos plena certeza que é, por que esquecemos de nós? Por que esquecemos que a vida não é infinita e deixamos que a velocidade dos dias da sociedade nos carregue? Como chegamos ao ponto de não saber quem somos, mas saber todas as últimas novidades da nossa época? Deixamos de lado quem somos por diversos motivos que nos apressam, busca de emprego, busca por um amor, busca por ser quem esperam que sejamos, dentre outros. O mundo acelerado nos impõe a pressa e nós aceitamos sem questionar.

Quem somos é a nossa essência, está além do que possuímos e das nossas características físicas, este é o principal conhecimento que devemos ter. Sabemos que no mundo barulhento e corrido de hoje é quase impossível conhecermos a nossa própria essência, mas precisamos parar e entrar em contato com quem somos de verdade. Devemos nos obrigar a ter momentos sozinhos e em silêncio. Uma palavra que gosto muito, por seu significado, é solitude, que apesar de ser definida nos dicionários da língua portuguesa como solidão, não significa propriamente um estado de se sentir só, mas sim de querer estar só consigo mesmo, sem tristeza e sem sentir falta de outra pessoa.

A solitude nos permite ficar em silêncio, quase sempre nos trazendo reflexões que levam ao autoconhecimento, nos permitindo conhecer mais sobre nós mesmo, já que não há outro para dizer quem somos e o que fazer.

É necessário ir em busca de si mesmo, como se estivesse em busca de um tesouro escondido. Fuja da correria dos nossos dias, aceite ficar a sós com você mesmo. Permita-se momentos de solitude, silêncio e reflexão. Nesses momentos podemos entrar em contato com quem somos de verdade. Você merece saber qual é a sua essência e deixar que o mundo veja quem é de verdade, não o que querem que seja. Busque se conhecer, se precisar de ajuda procure um psicólogo, este profissional estará pronto para ouvir, proporcionar momentos de reflexão e orientar a como encontrar a si mesmo.

Imagem capa: Pinterest

Colunista:

Renata de Souza da Silva Rodrigues
CRP 05/48142

Psicóloga, graduada pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro / UERJ.
Atende no Rio de Janeiro oferecendo atendimento clínico e
orientação profissional para adolescentes, jovens e adultos.
Uma das idealizadoras da Fanpage e Projeto Multiplica Psi.
Contatos:
E-mail: renata.rodrigues.psi@gmail.com
Facebook.com/multiplicapsi

*Ao reproduzir este conteúdo, não se esqueça de citar as fontes.


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