Ansiedade normal ou patológica? Como diferenciar?


Por: Psicóloga Ane Caroline Janiro

Aquela sensação que não te deixa sair do lugar… Ansiedade! Presente na vida de todos em maior ou menor grau, ainda é um tanto difícil definir exatamente quando a Ansiedade é normal e quando é patológica. Um dos parâmetros que podemos utilizar para avaliá-la em nossa vida é percebendo quais os efeitos que ela nos traz, ou seja, são mais benefícios ou mais prejuízos?

Uma ansiedade benéfica é aquela que nos mantém alertas para situações de perigo, de atenção e que ajuda a nos prepararmos melhor para diferentes ocasiões, como avaliações e entrevistas, por exemplo. A ansiedade pode ser considerada patológica quando as preocupações com o futuro (é como a ansiedade é compreendida) passam a ser desproporcionais com a realidade, causando efeitos que interferem prejudicialmente na vida presente. Assim, muitas pessoas com níveis patológicos de ansiedade relatam consequências como: não conseguir executar ou concluir suas atividades, sintomas físicos (palpitações, respiração ofegante, “suor frio” e outros) e podem desenvolver algum quadro dos chamados Transtornos de Ansiedade (Transtorno do Pânico, Fobias, Transtorno de Ansiedade Generalizada, etc).

Os pensamentos disfuncionais levam aos sintomas cognitivos mais frequentes de medos em relação ao futuro. O que seriam esses pensamentos? Aqueles que são desencadeados por alguma situação de forma equivocada ou improdutiva e nos fazem sentir medo de perder algo ou de sofrer por algum motivo. Como consequência, surgem os sintomas emocionais (irritação, tristeza, medo…) e as reações comportamentais (como o “paralisar”, ficar agitado em excesso, se isolar, entre outros).

Quando esses pensamentos surgem, parar, respirar e refletir sobre eles é o começo do exercício que você pode fazer para conseguir manter a calma e voltar ao controle da situação. “Por que essa situação me causa ansiedade? Minha preocupação é real?” O mais importante é buscar ajuda se você sente que não consegue controlar sozinho essas reações.

A ansiedade patológica pode ter inúmeras causas que podem estar relacionadas com eventos traumáticos, fatores genéticos, vivências, relacionamentos, uso de drogas e mais uma série de circunstâncias.

Não é possível viver totalmente livre da ansiedade, pois ela é essencial em nossa vida em níveis moderados. Apenas quando as ameaças que são os motivos das preocupações não são reais é que se torna necessário intervir. Essa intervenção pode ser feita por um psicólogo através da psicoterapia e, em alguns casos é preciso também o tratamento medicamentoso.

Imagem capa: Pinterest

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Sobre a autora:

Ane Caroline Janiro – Psicóloga clínica, Fundadora e Administradora do Psicologia Acessível.
CRP: 06/119556

 


*Ao reproduzir este conteúdo, não se esqueça de citar as fontes.


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