Psicologia Positiva – Valorizando os Aspectos Positivos da Natureza Humana


Por: Amanda Santos de Oliveira

Com quantas notícias ruins nos deparamos em nosso cotidiano não é mesmo? O aumento e a velocidade das informações fazem com que a cada dia tenhamos mais e mais acesso a tragédias que acontecem no mundo todo. Além disso, a ciência se preocupa o tempo todo em entender as causas das patologias, anomalias e demais questões que podem ser uma barreira a nossa saúde física e mental. Mas não é preciso pensar apenas nos aspectos negativos em busca de uma qualidade de vida. Falaremos a seguir da Psicologia Positiva e de como é possível pensar em nossas forças e virtudes para a busca de uma vida mais saudável.

O conceito

Segundo Paludo e Koller (2007)[1] o campo da Psicologia Positiva identifica três importantes pilares para investigação da experiência subjetiva, as características individuais (forças pessoais e virtudes), as instituições e comunidades.

No caso do pilar da experiência subjetiva, segundo autores, os estudos são focados no bem-estar subjetivo, histórico de experiências positivas e nas emoções positivas. No estudo do presente, são focados nos aspectos como felicidade e transcendência. Já no futuro, o foco é nos aspectos como a esperança e otimismo. Segundo Paludo e Koller (2007), as características individuais são relacionadas ao estudo de capacidades como afeto, perdão, espiritualidade, talento e sabedoria. Ainda, para o aspecto grupal é incentivado o estudo sobre as virtudes cívicas, instituições que possibilitam mudança positiva nos indivíduos.

Outro aspecto muito importante estudado por este campo científico diz respeito ao conceito de resiliência. Segundo Masten (2001)[2] a resiliência é um fenômeno comum, presente no desenvolvimento de qualquer ser humano. Infelizmente, essa capacidade nem sempre é conhecida pela própria pessoa e só se revelam em momentos adversos. Dessa forma, é possível entender a importância do autoconhecimento e do reconhecimento das nossas habilidades e capacidades individuais, assim como investir no conhecimento científico das virtudes e forças pessoais a fim de estabelecer possíveis hábitos preventivos à transtornos psicológicos.

Bem-estar, Felicidade e Espiritualidade

Segundo Passareli e Silva (2007)[3], o bem estar-subjetivo (também chamado de felicidade por alguns autores), afirma que as pessoas felizes têm mais amigos, permanecem casadas por um maior período e participam de mais atividades em grupo, indicando uma facilidade de contatos sociais. Ainda, segundo os autores, relações sociais positivas mostram-se necessárias para o bem-estar.

Para os autores, o bem-estar subjetivo é associado à saúde e à longevidade. Ainda, estudos sugerem que a emoção positiva funciona como previsão de saúde e longevidade que são bons indicadores de reservas físicas.

Segundo apresenta Calvetti et. al (2007)[4], o aspecto da espiritualidade tende a ser visto como uma dimensão de natureza humana diretamente relacionada à qualidade de vida. Ainda, avaliando a percepção que o indivíduo tem sobre o seu bem-estar e estilos de vida, também pode levar cada um dar mais valor ao sentido de sua vida. A influência de aspectos religiosos na cura e tratamento de doenças tem sido vistos como uma forma de enfrentamento para situações de adversidades e enfermidades. Conforme apontam os autores, a relação entre bem-estar espiritual e a saúde geral, atribui relevância à inclusão dessa dimensão na concepção de saúde, integrando as dimensões biológica, psicológica e social, contribuindo para a promoção da saúde e a prevenção de doenças.

Como ser mais feliz?

Tendo em vista os aspectos acima mencionados, como é possível alcançar este bem-estar e se tornar, consequentemente, uma pessoa mais feliz? Conheça e abrace sua própria essência, transcenda e se junte àqueles que te fazem bem. Parece simples não é? Mas a prática já é bem mais difícil que a teoria. Apesar disso, estudos comprovam a relação direta de todos estes fatores na busca de uma saúde emocional.

Certamente, agir e pensar tão diferente das outras pessoas exigirá treino e muita força de vontade. Mas nessa jornada de autoconhecimento, com bons pensamentos e positividade, será possível perceber resultados tanto em curto quanto em longo prazo. Portanto, comece dando mais foco e gastando mais energia com sua saúde, do que com sua doença. Aprenda a guiar seus pensamentos para pensamentos bons e não perder tanto tempo com aquilo que te faz mal. Mude o curso dos seus pensamentos pouco a pouco, para atingir cada vez mais seu bem-estar, qualidade de vida e por fim, sua felicidade.

Imagem capa: stocksnap.io

Colunista:

Amanda Santos de Oliveira 
CRP 04/43829

Psicóloga Graduada pela PUC Minas, atuante na área clínica em Belo Horizonte, oferecendo psicoterapia individual para adultos
Contatos:
psi.amandaoliveira@gmail.com
Facebook: facebook.com\psi.amandaoliveira
Instagram: @psicologabh

*Ao reproduzir este conteúdo, não se esqueça de citar as fontes.


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