Reflexões

Possibilidades e desafios da mulher moderna

Articular tudo isso, com a nova realidade que permeia esse existir feminino requer um verdadeiro malabarismo.

Por: Bruna Morgana Giraldi Barão

Atualmente as mulheres vem se reconhecendo de maneira distinta dos antigos padrões, reivindicam seus direitos e seus desejos. Até meados do século XIX, a mulher era reduzida à figura frágil e irracional, assim, seu papel vinha acompanhado de normas e regras a serem seguidas que definiam como seria sua vida.

De lá pra cá, bastante coisa mudou, a mulher aos poucos conquistou e vem conquistando seus lugares na sociedade. E muito se deve às lutas e reivindicações pela igualdade de gênero, defendidas pelo movimento feminista, por exemplo. O feminismo incentivou as mulheres a denunciar e questionar a submissão em todos os contextos. Mas posso dizer, que a luta das mulheres foi além, foi em busca de libertação dos seus corpos e seus desejos, em busca de um novo olhar para si mesmas.

A mulher contemporânea conquistou o direito de realizar suas próprias escolhas e passou a ocupar diferentes lugares e desempenhar diferentes funções. Ela tem enfrentado o mercado de trabalho e adentrado ao ambiente acadêmico, chefia tanto suas carreiras quanto suas famílias, na maioria das vezes tudo isso ao mesmo tempo. Assim, a vivência feminina atual é permeada por uma multiplicidade de papéis, o cotidiano feminino acaba sendo caracterizado por uma jornada dupla ou até mesmo tripla de trabalho. As mulheres se tornaram verdadeiras equilibristas, mas o resultado é que muitas vezes ela pode acabar sobrecarregada de tarefas e responsabilidades.

Com a multiplicidade de papéis a mulher moderna conquistou o poder de se inventar e reinventar, de escrever sua própria história, podendo realizar suas próprias escolhas, independentemente de quais sejam essas escolhas: trabalhar ou não, casar ou não, ter filhos ou não.

Mesmo com todas as conquistas, o existir feminino ainda é permeado pelas obrigações do passado. Hoje, as mulheres devem dar conta de todas as suas novas responsabilidades, além de corresponder a uma imagem que se tem enraizada do ideal de mulher e correspondendo aos padrões impostos socialmente. Ou seja, as possibilidades de vivências das mulheres foram ampliadas, mas continuam acompanhadas das cobranças feitas tanto pela sociedade como também pela própria família, sendo influenciada pelos ideais do passado, permeada pela obrigatoriedade de manter a feminilidade, fragilidade e submissão.
O resultado disso, é que as mulheres acabam cobrando a si mesmas, por vezes “se deixando de lado”, em prol de dar conta de cumprir a tantos compromissos e satisfazer às expectativas geradas. Articular tudo isso, com a nova realidade que permeia esse existir feminino requer um verdadeiro malabarismo.

O modo de existir feminino tornou-se, portanto, extremamente flexível para se adaptar às diversas possibilidades. Mas ainda assim a mulher por muitas vezes pode acabar vivenciando a dificuldade de transcender os ideais de ser mulher, de descobrir seu lugar no mundo e assim de definir uma nova subjetividade. Encontrar esse lugar não é uma tarefa fácil e vem acompanhada por todos os desafios que já falamos. Nesse sentido, a terapia pode auxiliar as mulheres no autoconhecimento, a descobrirem de si mesmas, promovendo a busca pelo empoderamento de suas vidas.

*Texto também publicado de modo expandido neste link.

Bruna Morgana Giraldi Barão
CRP 08/24541

Psicóloga Clínica com enfoque na abordagem Fenomenológico-Existencial. 
Comportamental;
Formada pela Universidade Paranaense – UNIPAR
Atende em Umuarama no Paraná 
Contatos:
Facebook.com/psibrunamorgana
Instagram: @psibrunamorgana
E-mail: psibrunamorgana@gmail.com
Consultório online: http://www.terapiadebolso.com.br/detalhe-profissional.php?prof=10611
Fone: (44) 999649477

*Ao reproduzir este conteúdo, não se esqueça de citar as fontes.


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