Autoestima e Motivação Coluna Cris da Rocha

Não sejamos escravas!

Preocupante é quando a mulher se torna obrigada a cumprir todos os padrões que são impostos a ela no seu dia a dia.

Por: Cris da Rocha

Seja você!
Não sejamos escravas! A sociedade nos controla o tempo todo e a gente nem percebe. A ciência faz parte sim, da nossa vida. Ela dita tudo que é bom e que devemos fazer para se ter boa saúde, dentre outras coisas. Mas não é saudável seguir todos os ritos, nos preocupar tanto e tentarmos ser cientificamente um ser humano ideal que vai viver por longos e longos anos ou pela eternidade.

Acordei ontem e ouvi dizer que descobriram agora uma batata incrível, que colabora para várias coisas para nossa saúde. Parece que ela é mesmo ótima. Hoje acordei e soube que Crossfit ajuda emagrecer bastante, que os alimentos orgânicos, a salada é e sempre será uma ótima opção para mantermos a boa saúde do corpo. Caminhar todos os dias, correr, pular, colaboram para o bom funcionamento do coração, diminuem o colesterol ruim, melhoram a diabetes, dentre outras coisas.
“O creme tal, elimina rugas (aquelas mulheres mais maduras). Que esperança, não ficará uma velhinha enrugada! E inicie o uso de outros creminhos já na adolescência para você ter uma pele boa. Aprenda dicas de maquiagem. Não saia sem maquiagem, uma mulher que se preze, está todos os dias impecavelmente de batom, lápis no olho, rímel, pó, base etc.” – uma imensidão de coisas grudadas no rosto diariamente e o dia inteiro. E tem aquelas que não saem com água.

A calça da moda, o livro da moda, o curso. “Faça um curso, mulher sem curso, não é mulher atualizada. O namorado, marido, só estes, amantes não pode. A sociedade precisa saber que você tem um “homem” não importa como.” Há mulheres que ainda seguem a cartilha de que mulher sozinha é uma mulher triste. Ridículo!
“Use preto que emagrece. Use branco porque traz paz. Comemore sempre! Não se sinta triste, esteja sempre alegre. Trabalhe, tenha uma profissão, mulher que não trabalha e fica em casa cuidando dos filhos? Esta mulher não é produtiva.”
“Tenha uma religião. Acredite em algo. Faça dança, pilates, yoga, meditação. Não pare, se cuide de todas as formas que puder, todos os dias. Não saia sem perfume. Coloque pulseiras, anéis. Seja delicada. Amável. Comportada. É bom saber que meninas usam rosa e meninos usam azul.” O que está acontecendo, afinal?

Entra, sai, não pare, se não sua cabeça pira. Tem até quem diga que “cabeça vazia é oficina do diabo”, mas… que diabos!
“Seja uma boa esposa. Se ele, o homem que a sociedade disse que você precisa ter, te bater ou for rude e cruel com você, fique quieta. Homem que sustenta ou não sustenta, tem direitos sobre a mulher. Seja submissa e boazinha sempre.” – Essas são falas de uma sociedade que adoece mulheres.

Mulher, não estou negando que há muitas coisas que estão surgindo para facilitar a vida das mulheres hoje em dia. É bonito ver uma mulher bonita, cheirosa, maquiada, antenada com as tendências fitness, da moda, que tenha uma vida amorosa legal, prazerosa. Uma mulher que se sinta bem consigo mesma.
Preocupante é quando a mulher se torna obrigada a cumprir todos os padrões que são impostos a ela no seu dia a dia. Aquele dia que ela não está afim de usar nada no rosto e ela se sente cobrada por si própria ou aquele dia que ela quer ficar quietinha em casa e “tem” que ir à academia porque se perder o treino, ela desanima. Quem prova isso? Que não pode comer um doce porque engorda? Um dia? Aquele dia que você está na maior vontade?

Hoje era meu dia na academia. Só tenho três dias na semana, nada mais que isso para malhar. Acordei. fiz almoço. E pensei: Não irei hoje. Vou fazer outras coisas. Estou ouvindo daqui de casa os pássaros cantando. Meus cães estão lá fora, eles latem porque uma moça na casa ao lado está varrendo o quintal e eles estão a vendo fazer isso. Tomei um chá de hibisco com calma e escrevendo.

Vamos lá mulheres! Levantem a cabeça e respirem fundo se quiserem, e EMPODEREM-SE naquilo que vocês acreditam ser bom para vocês. Continuem lindas e felizes, sem se escravizarem pelos padrões impostos.

Imagem capa: Pexels

Colunista

Ana Cristina Vieira de Souza
(Cris da Rocha)

São Gonçalo – RJ
Professora d0 1º ao 5º ano do Ensino Fundamental;
Formada desde 2007 em Pedagogia;
Especialização em Educação: Orientação Educacional, Supervisão e Administração Escolar, 2008;
Já atuou como Orientadora Educacional na rede pública de Ensino do Município de Itaboraí do 1º ao 9º ano;
Trabalha com crianças e adolescentes no Projeto Sala de Leitura, onde atua como professora de Literatura, estimulando crianças e adolescentes ao desejo e hábito de ler.
Atualmente é estudante do curso de Psicologia nas Faculdades Integradas – FAMATH, em Niterói.
Contato: prof-anacris@hotmail.com

*Ao reproduzir este conteúdo, não se esqueça de citar as fontes.


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