Coluna Camila Martins Fernandes Psicologia e Crianças

Emoções infantis

As crianças, assim como os adultos, tem sentimentos e emoções, mas costumam expressar de forma mais confusa do que nós.

Por: Camila Martins Fernandes

As crianças, assim como os adultos, tem sentimentos e emoções, mas costumam expressar de forma mais confusa do que nós.
Sentem medo, dor, sofrem com perdas, não sabem lidar com frustrações… e nós precisamos estar prontos para ajudá-las a compreender e a lidar com cada uma dessas emoções.

Uma das formas com que a criança demonstra alguns sentimentos é o choro.
O choro é libertador. Ele coloca para fora aquilo que nem a ela sabe explicar.
Mas será que estamos permitindo que as crianças coloquem essas emoções e sentimentos para fora?
Já ouvi adultos falando para crianças (principalmente para meninos) frases como: “engula o choro”, como se o choro fosse algo ruim.
E o problema de segurar o choro é gigante:
1) A criança entende que seus sentimentos e emoções não podem ser expressos, e com isso acaba se fechando cada vez mais, e pode tornar-se um adulto frustrado e totalmente fechado;
2) Ao chorar, colocamos para fora aquela sensação ruim que tanto nos angustia. Ao impedir uma criança de fazer isso, fazemos com que seu sofrimento permaneça por mais tempo;
3) Conforme vamos guardando, a sensação de medo, tristeza, frustração vai aumentando cada vez mais. E ao invés de ensinarmos as crianças a lidar com cada uma dessas emoções, fazemos com que ela finja que isso não existe, o que no futuro pode trazer grandes danos.

Tudo o que a criança precisa quando chora é de apoio. Alguém que esteja disposto a ouvi-la e que tente compreender o que se passa.
Para você, adulto, medos como do bicho papão, bruxas, medo do escuro, podem parecer bobeira, mas para a criança isso é muito real e assusta.
Ao invés de julgar as emoções da criança, ou transformar seus medos em algo “bobo”, que tal sentar com a criança e ser solidária a ela, ajudando-a a compreender o que sente?
Mostrar que está ao lado dela, e que ela pode contar com você.

Sem contar que o choro pode significar muito mais do que “medos bobos”, essa pode ser a maneira da criança demonstrar que algo não está bem. Que pode estar sofrendo algum tipo de agressão seja ela física ou psicológica.
Então vamos ficar atentos às emoções dos pequenos. Vamos ajudá-los a lidar com essas sensações de uma forma que fiquem bem, e cresçam entendendo que todas as emoções e sentimentos fazem parte de quem somos, e que elas não precisam ser um bicho de 7 cabeças.

Quanto melhor a criança souber lidar com suas emoções, maior a chance de ser um adulto que sabe lidar bem com tudo isso.

Imagem capa: Pexels

Colunista:

Camila Martins Fernandes 
CRP: 06/109118

Psicóloga Clínica. Formada pela Universidade São Judas Tadeu. 
Aprimoramento Clínico na Abordagem Cognitiva pela Universidade São Judas Tadeu.
Psicopedagoga Clínica e Institucional. Formada pela Universidade Cidade de São Paulo. Atendimento no Tatuapé, Zona Leste de São Paulo-SP 
Contatos: 
E-mail: contato@psicocamilafernandes.com 
Facebook.com/psicocamilafernandes

*Ao reproduzir este conteúdo, não se esqueça de citar as fontes.


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2 comentários

  1. Camila. Gostei muito de seu texto porque tenho a certeza de que a base chave para incentivar os filhos a lidar com emoções e sentimentos é os país responsáveis por ficar atentos aos sentimentos dos pequenos. Se não ficar atentos a eles, os filhos poderão tornar-se os adultos tão deprimidos no futuro porque a sensação muito profunda de emoções tais como medo de aparecimento de fantasmasa, algo bobo assim por diante, pode causar os danos psicológicos acumulativo e afetar e destruir gradativamente o desenvolvimento cognitivo dos pequenos ao longo da vida.
    Mas os autores e psicólogos cônscios de abordagem Vygotsckiana se importam com a interação empírica entre os pais e filhos com objetivo de fazer com que a linguagem cognitiva esteja desenvolvida. Sendo assim, essa interação pode vencer os obstáculos sentimentais na vida do pequenos.
    Mas gostei muito de seu assunto. Parabéns.

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