Depressão

Depressão. Estou sujeito?

A depressão é uma realidade que não escolhe etnia, posição social, e tantas outras coisas.

Por: Elton de Sousa Moura

Nos últimos dias foi bastante vinculada na internet a repercussão da entrevista de Johnny Depp à revista Rollinstones5. A matéria, escrita por Stephen Rodrick, abordou sobre o relato do ator em relação à depressão que vivenciou. A proposta deste texto, caro leitor, é frisarmos como a depressão tem aumentado no mundo, inclusive em nosso país, e como podemos nos aproximar e dialogar melhor em relação ao tema. Começamos com um dado interessante sobre a terra do carnaval. Você tinha ideia de que mesmo tendo a fama de ser um país alegre o Brasil tem uma grande parte da população que sofre com a depressão? [4]

Uma matéria feita pelo site G1, trouxe no título a seguinte frase: “Depressão cresce no mundo, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS); Brasil tem a maior prevalência da América Latina”. [1]

Consta no relatório da OMS a seguinte informação:

“No Brasil, 5,8% da população sofre com esse problema, que afeta um total de 11,5 milhões de brasileiros. Segundo os dados da OMS, o Brasil é o país com maior prevalência de depressão da América Latina e o segundo com maior prevalência nas Américas, ficando atrás somente dos Estados Unidos, que têm 5,9% de depressivos.”
G1, 2017

O suicídio, segundo dados da OMS, “aumentou gradativamente no Brasil entre 2000 e 2016: foi de 6.780 para 11.736, uma alta de 73% nesse período. As maiores taxas de crescimento foram registradas entre jovens e idosos, de acordo com o Ministério da Saúde”. [2]

A mesma organização nos aponta que “no mundo, o suicídio acomete mais de 800 mil pessoas, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS). É a segunda causa de morte no planeta entre jovens de 15 a 29 anos — a primeira é a violência”. [3]

Olhando para esses números é impossível negar que a depressão se tornou uma questão de Saúde Pública. E é essencial nos aproximarmos do tema, para termos um maior esclarecimento das características.

É inadmissível ainda encontrarmos falas do tipo “Depressão é coisa de rico”; “Ah, isso é frescura”; “Preguiça”, dentre tantas outras coisas jocosas que ouvimos.

Mas o que podemos fazer?

Eu acredito que se informar com conhecimentos sólidos, coerentes, e disseminá-los com nossos próximos é um começo. Em outras palavras, falar de depressão tem que fazer parte do nosso dia a dia; assunto da mesa de café da manhã.

Basta darmos um “Google” na rede e veremos milhares de sites que descrevem como se caracteriza a depressão: humor deprimido, perda de interesse ou prazer em quase todas as atividades durante pelo menos duas semanas, podendo ser acompanhada de planos ou tentativas suicidas.

Mas tratando-se de doença leitor, não podemos apenas consultar o “Dr. Google”, uma prática muito comum hoje em dia. Muitos já chegam na consulta apenas para validar o diagnóstico que ele mesmo se nomeia por causa de suas pesquisas na internet. Vale lembrar que diagnóstico se faz com um especialista, na vida real, e não na virtual.

A depressão é uma realidade que não escolhe etnia, posição social, e tantas outras coisas. Podemos dizer que ela é democrática. Todos nós podemos desenvolver depressão, lembrando que há alguns fatores que tornam algumas pessoas mais propensas que outras. Saber identificar quando as situações da vida estão começando a perder o colorido ou quando a vida começa a perder o sabor, (tipo aquele arroz que você esqueceu de colocar o sal), é muito importante para que consequentemente possamos saber os caminhos onde encontraremos ajuda especializada. Para encerrar esse texto, deixo aqui a fala do psicólogo Alexandre Keusen, dita em entrevista para o site Terra [4], onde ele aponta como uma das causas, referente ao aumento da taxa de depressão, ser consequência do “ritmo de vida atual”. E aí, o que você acha, concordar com Keusen? Também pensa que devemos trazer esse assunto para nosso dia a dia? Deixe sua opinião nos comentários. E lembre-se: Invista em sua saúde emocional sempre!

Elton de Sousa Moura
CRP – 129482

Psicólogo 
http://www.psicologoeltondesousamoura.com
Consultório no Tatuapé / ZL (11) 98492-8631

Não se faz nada sozinho! Para a produção deste texto, utilizou-se como base os seguintes links abaixo, recomenda-se a leitura.

Referências:

[1] G1. Depressão cresce no mundo Segundo OMS; Brasil tem maior prevalência da América Latina. Disponível em < https://g1.globo.com/bemestar/noticia/depressao-cresce-no-mundo-segundo-oms-brasil-tem-maior-prevalencia-da-america-latina.ghtml&gt; Acessado, 28.06.18

[2] MFC Feliciano, LHT Moretti. Depressão, suicídio e neuropsicologia: psicoterapia cognitivo comportamental como modalidade de reabilitação. Disponível em< http://www.psicologia.pt/artigos/textos/A0857.pdf&gt;, acessado 28.06.2018

[3] R7.Estável, suicídio entre jovens ainda é quarta causa de morte no Brasil. Disponível em < https://noticias.r7.com/saude/estavel-suicidio-entre-jovens-ainda-e-quarta-causa-de-morte-no-brasil-21052018&gt; Acessado 28.06.18

[4] RAMÍREZ.P. Ideia de “felicidade” brasileira esconde maior taxa de depressão da A. Latina. Disponível em < https://www.terra.com.br/noticias/brasil/ideia-de-felicidade-brasileira-esconde-maior-taxa-de-depressao-da-alatina,536d2b035d52ef13e90d2028a3b432678c7hnz1d.html&gt; Acessado 28.6.2018

[5] Link da matéria Rollingstones. Disponível em <https://www.rollingstone.com/movies/features/johnny-depp-lawsuit-marriage-w521671&gt; Acessado em 18.06.2018

um comentário

  1. Elton, Gostei muito de seu texto. Com certeza é preciso ter conversa sincera com outras pessoas ou familiares sobre esse assunto, porque percebi que na sala de aula há o aumento na taxa de depressão ao longo de tempo enquanto os alunos sentava na carteira ficando com algo negativo nos rostos quase impercebível. Por isso, preciso procurar um jeito ou outra coisa para se aproximar de pessoas que fingem estar felizes, mas por dentro com peso tão pesado de depressão. Mas acredito que a causa dessa doença não é a falta de dinheiro, amor, assim por diante. Só que sim indubitavelmente a violência (Não sei os tipos desse violência que eles passaram e vivenciaram). Maior tragédia é que os suicídios acometeram muitas pessoas na cidade mineira de Belo Horizonte além do brasil.

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