Depressão

O que posso fazer se alguém próximo a mim vivencia a depressão?

Preocupe-se mais em ouvir e não em falar.

Por: Geovanna Duarte Guizzardi

É importante que se entenda que a depressão é uma imensidão de sensações que envolvem o indivíduo e que o tomam para além de sua vontade. Não é frescura. Não é simples. É um momento em que o sujeito necessita de muito apoio e acolhimento. É um para além de estar triste. É um mar de tristeza que não precisa de motivos para existir. É uma dor que incomoda e não passa com um simples “pare de ficar assim” ou “levanta dessa cama, é tão simples!”. Quem sente e vivencia, sabe.

Os sintomas acometem o comportamento, o sono, o corpo, a cognição, o peso e afins. Mas os sintomas, a maioria das pessoas conhece, porém poucas pessoas sabem como auxiliar aqueles que estão vivenciando a depressão. Até por que muito se foca em diagnósticos e prognósticos, mas pouco se fala sobre as pessoas que rodeiam aqueles que estão acometidos pelo transtorno depressivo. Estas pessoas também precisam ser apoiadas, haja vista que aquelas que vivenciam a depressão necessitam de apoio, e caso não o recebam, o curso do transtorno pode ser muito mais complicado.

Mas afinal, o que se pode fazer?

O primeiro passo é o mais importante. Que é compreender. É preciso que se compreenda que a depressão é uma condição de saúde em que o sujeito não se sente motivado, sente-se sem nenhum prazer e enfrenta o curso do transtorno com muita dificuldade. Portanto entender que muitas vezes os convites para sair de casa lhe serão negados, entender que frases como “pare com isso” ou “saia desta!”, não surtirão efeitos já que se trata de um transtorno e não de simples vontade. Entender isso já é de grande valia.

É importante compreender que perder a paciência não trará resultado positivo algum. O único resultado a se conseguir com a perda de paciência com o sujeito que vivencia a depressão, é o fato de fazer com que ele se sinta ainda menos compreendido e amado. Esta pessoa necessita do seu acolhimento. Necessita do seu apoio. Talvez somente a sua companhia, em silêncio, já é de grande ajuda, pois esta pessoa precisa saber que independente do que ela sente e pensa, você estará lá.

Além disso, é imprescindível poupa-la de comparações. Não é por que ciclano passou por determinada situação e conseguiu se sair melhor, que todo mundo sairá da mesma forma. Cada um sente de uma forma. Por mais parecidas que sejam as situações vivenciadas, as pessoas tem formas diferentes de enfrenta-las. É importante que se entenda que se esta pessoa está enfrentando os problemas de determinada forma, é a forma como ela está conseguindo lidar.

Preocupe-se mais em ouvir e não em falar. E policie ao máximo a sua fala, pois se for algo a ser dito para magoar, é melhor se calar. Mantenha sempre claro de que estará lá para ajudar, mas que é importante que esta pessoa busque ajuda profissional. É necessário dividir esta dor com amigos e familiares. Mas é imprescindível o acompanhamento médico e psicológico.

Por fim, sabemos que a dor de quem vivencia o transtorno depressivo é muito grande e por vezes quem está ao redor não sabe como lidar, e acaba por atrapalhar em vez de ajudar. Não porque se quer atrapalhar, mas pelo simples fato de não saber o que fazer. Vamos juntos lutar por algo tão sério, pois afinal, aqueles que estão à volta destas pessoas, sofrem junto. Então, nos apoiemos e nos acolhamos.

Referências:
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Imagem capa: Pexels

Geovanna Duarte Guizzardi
CRP 16/5396

Psicóloga Clínica
Graduada pelo Centro Universitário Católico de Vitória
Pós graduanda em Psicologia, Nutrição e Transtornos Alimentares.
Atende na Grande Vitória – ES , em Domingos Martins-ES e Marechal Floriano – ES.
Monografia com o tema: “E a rosa despedaçada: a persistência de mulheres jovens em namoros abusivos”.

*Ao reproduzir este conteúdo, não se esqueça de citar as fontes.


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