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Cuidar, Educar ou Ensinar?

Quais os papéis da escola e da família na formação de uma criança?

Por: Andréia de Sousa Leite

Cuidar, Educar ou Ensinar? Uma pergunta para instigar pais, professores e cuidadores de crianças à reflexão sobre possíveis respostas. Assim, a aula de hoje, ou melhor, o texto de hoje tem a ver com a vida, desenvolvimento saudável das crianças e o papel da família e escola nesse processo, mas se fosse uma aula bem que poderia ser de português, mais especificamente de conjugação verbal.

Então, vamos ao primeiro verbo: Cuidar!

Bom, que a criança é um ser em pleno desenvolvimento e que esse se dá sob a forma de variados e repetidos processos de aprendizagem que são especialmente conduzidos pelos pais, isso é fato! Mas em tempo de profundas transformações sociais que refletem diretamente na rotina e dinâmica familiar, faço um grifo especial para a tamanha mudança relacionada ao tempo de convívio entre pais e filhos, pois os pais cada vez trabalham mais e assim cada vez menos estão em casa compartilhando de momentos comuns com seus filhos. E quem perde com isso? Todos! Mas principalmente as crianças que perdem principalmente tempo de contato, cuidado, vínculo e aprendizado(s) com seus pais, que devem ser a referência de ensino primordial dos filhos através do cuidado, da experiência, da orientação, da repreensão, enfim, da condução do desenvolvimento infantil saudável.

Aliás, por falar em transformações de fato, é uma realidade que muitas coisas mudaram, mas uma certamente permanece, a certeza de que: “toda criança precisa do cuidado e contato com seus pais para que possa crescer e se desenvolver de forma saudável”.

Quanto ao significado do verbo “cuidar”, significa ter cuidado, tratar, considerar, ponderar, assistir…nesse caso “pais “cuidam dos filhos”! E aqui há uma equivalência, pois quanto menores os filhos, maior o grau de cuidado e dependência de seus pais.

Vamos então ao segundo verbo, “Educar”.

Palavra que origina-se do latim Educare, edurece que significa literalmente “conduzir para fora” ou “direcionar para fora”. Então as perguntas aqui seriam mais ou menos estas, quem conduz ou direciona? E a quem? E para onde? Vamos a possíveis respostas! Bom, se o momento inicial do desenvolvimento da criança é marcado por uma intensa participação dos pais no processo de cuidado dos filhos, à medida que os pequenos vão crescendo, devem receber conteúdos que não tem mais haver apenas com sua sobrevivência “inicial”, mas também com sua socialização, uma espécie de treinamento para o convívio com outras pessoas e lugares além de sua casa e família.

No caso das crianças, sua segunda principal referência de ensino e convívio é “a escola”. Assim cabe aos pais educar e/ou preparar a criança para a entrada na escola, por isso que as tais palavrinhas mágicas: Desculpe, Por favor, Com licença, Posso ou Não posso… na verdade ganham uma magia especial quando são aprendidas ainda em casa.

Vamos agora para a última conjugação, mas antes vale pontuar que Cuidar e Educar, são também verbos que se conjugam reciprocamente e que da mesma forma os pais e a escola são responsáveis ou corresponsáveis nesses processos e que dependendo da idade e contexto das situações, é importante lembrar que tal parceria tende a não ser saudável ou mesmo insuficiente quando uma das partes se exime do exercício de seu papel. E por falar em escola, parece-me também ser fato que esse é o lugar de excelência de ensino à criança. É também uma fonte de convívio social com suas normas, regras, relacionamentos e processos e mais processos de ensino/aprendizagem.

Segundo o dicionário online de português, o verbo Ensinar tem a ver com “transmissão de conhecimento sobre alguma coisa a alguém”.

Vale então concluir que no contexto de vida da criança, essa transmissão seria feita pela escola a seus alunos e que tal repasse seria de conteúdos “didáticos” necessários a uma formação cidadã e principalmente intelectual que a habilite a uma futura carreira profissional, requisito essencial para que seu desenvolvimento que, vale lembrar, “é contínuo”, possa então encontrar nesse momento um ponto de convergência clara entre os processos de cuidado, educação e crescimento, o qual formam a bagagem primordial que garantirá à criança a possibilidade de se tornar um adulto socialmente e psicologicamente saudável.

Imagem capa: Pexels

Colunista:

Andréia de Sousa Leite 
CRP-22/0699; CRP-21/ISSO 008

Psicóloga clínica, com Formação básica em psicanálise e Clínica da intervenção precoce; Formada pela Faculdade Santo Agostinho-FSA (Teresina-PI), especialista em Terapia cognitivo-comportamental; Atende nas cidades de Teresina-PI e Timon-Ma; Atualmente trabalha no Cmam-Centro de atendimento multidisciplinar infantil e no Nasf-Núcleo de apoio a saúde da família; Ampla experiência nas áreas de Saúde pública, saúde mental e atendimento materno-infantil e familiar. Colunista do site Sucesso pede mais – (http://sucessopedemais.com/) com publicação de textos relacionados ao tema: Desenvolvimento infantil e relacionamento parental; Coach palestrante nas áreas de comportamento infantil e relacionamento familiar. Psicóloga voluntária nas Ongs- Centro Débora Mesquita e Grace Contato Esperança. Supervisora clínica.
Contatos: 
e-mail: andreia-milk@hotmail.com
Telefone (whatsapp) -(86) 98874-1168/99988-9099

*Ao reproduzir este conteúdo, não se esqueça de citar as fontes.


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3 comentários

  1. O movo Milénio apresenta mudanças nunca vistas na sociedade, e nos papeis das organizações e dos indivíduos… Assim como na sociedade da informação a escola queremos-la do conhecimento e construtora de pensadores. A tradição colocava a escola como Instrutora de saberes pré-definidos e a família como educadora. Hoje a complexidade do conhecimento e do papel dos humanos de sucesso da sociedade e das culturas reveste-se de complexidades múltiplas. Reveste-se urgente novos papeis para a escola e da família. Crianças nativas digitais, com informações e competências em autorregulação, necessitam de de se desenvolver, aprender e automatizar-se na interação com os outros e com o mundo que explorará. A família decide fundamentalmente um projeto educativo e serve de ancora emocional. A escola composta por equipas multidisciplinares e em parceria coma família cria oportunidades e estímulos novos e potenciares dos códigos genéticos, permitindo otimizalos.

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  2. O novo Milénio apresenta mudanças nunca vistas na sociedade, e nos papeis das organizações e dos indivíduos… Assim como na sociedade da informação a escola queremos-la do conhecimento e construtora de pensadores. A tradição colocava a escola como Instrutora de saberes pré-definidos e a família como educadora. Hoje a complexidade do conhecimento e do papel dos humanos de sucesso da sociedade e das culturas reveste-se de complexidades múltiplas. Reveste-se urgente novos papeis para a escola e da família. Crianças nativas digitais, com informações e competências em autorregulação, necessitam de de se desenvolver, aprender e automatizar-se na interação com os outros e com o mundo que explorará. A família decide fundamentalmente um projeto educativo e serve de ancora emocional. A escola composta por equipas multidisciplinares e em parceria coma família cria oportunidades e estímulos novos e potenciares dos códigos genéticos, permitindo otimizalos.

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    1. O novo Milénio apresenta mudanças nunca vistas na sociedade, e nos papeis das organizações e dos indivíduos… Assim como na sociedade da informação a escola queremos-la do conhecimento e construtora de pensadores. A tradição colocava a escola como Instrutora de saberes pré-definidos e a família como educadora. Hoje a complexidade do conhecimento e do papel dos humanos de sucesso da sociedade e das culturas reveste-se de complexidades múltiplas. Reveste-se urgente novos papeis para a escola e da família. Crianças nativas digitais, com informações e competências em autorregulação, necessitam de de se desenvolver, aprender e automatizar-se na interação com os outros e com o mundo que explorará. A família decide fundamentalmente um projeto educativo e serve de ancora emocional. A escola composta por equipas multidisciplinares e em parceria coma família cria oportunidades e estímulos novos e potenciares dos códigos genéticos, permitindo otimiza-los.

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