Autoestima e Motivação Coluna Ane Caroline Janiro

“Autoajuda” é sempre ruim?

Livros, vídeos de autoajuda, Podcasts de motivação e desenvolvimento pessoal... o que você acha deles? Te ajudam?

Por: Ane Caroline Janiro

Oi gente!

Sabe aquele livro que certa vez até te ajudou bastante a melhorar em algumas coisas, mas que às vezes te dá uma pontinha de vergonha de admitir que leu e ainda gostou? São aqueles livros de autoajuda e desenvolvimento pessoal que sim, praticamente todo mundo que gosta de ler, já teve ao menos contato. Quero falar deles hoje. E não só dos livros, mas também de outras ferramentas nesse sentido que estão disponíveis para a gente por aí: vídeos, Podcasts, perfis de motivação nas redes sociais… E por que será que eu citei a vergonha como um elemento presente para algumas pessoas que consomem esse tipo de conteúdo? Porque muitas vezes eles não são vistos com bons olhos, especialmente por nós, profissionais que atuam com as emoções, desenvolvimento psicológico e saúde mental.

Mas será que se utilizar de ferramentas de autoajuda sempre será uma alternativa ruim? Nem sempre, eu diria! Não gosto de utilizar esse rótulo, porque muitas pessoas de fato fazem muito bom uso desse tipo de recurso e realmente evoluem bastante quando conseguem colocar em prática o que aprendem com eles (ou às vezes já vale só pelo fato de ouvir algumas boas palavras de encorajamento – acredite, tem pessoas que funcionam muito bem quando ganham apenas um empurrãozinho).

O que é necessário ter bastante cuidado, ao meu ver, é que não dá pra parar somente na autoajuda. Ela pode mesmo dar aquele ponta-pé inicial, mas se você não pegar esses “piques” de motivação e decidir fazer algumas análises mais profundas sobre sua vida e sobre você mesmo, o “efeito rebote” pode ser muito pior. Eu digo que esse efeito acontece quando atingimos aquele auge de energia para fazer acontecer, mas depois de algum tempo, parece que toda essa empolgação vai passando e você acaba ficando novamente perdido com seus pensamentos e consigo mesmo, um pouco confuso sobre qual direção seguir e aí a desmotivação acaba voltando. Por que isso acontece? Porque a mudança, provavelmente, não foi efetiva, não foi profunda e não mexeu nas estruturas que precisava mexer. Foi superficial. Essa é a diferença dos recursos de autoajuda isolados e usados de forma pontual e da terapia.

Então, a autoajuda pode funcionar muito bem sim, mas estamos falando de pessoas que estão emocionalmente saudáveis, que já conseguem compreender bem vários de seus processos psicológicos e sabem o que fazer com as técnicas que aprenderam. Há casos e casos. Temos que ter todo cuidado quando falamos de pessoas que estão propícias a desenvolver determinados transtornos de ansiedade, de humor ou outros e observar cada particularidade do ser humano.

E para você, autoajuda e recursos de desenvolvimento pessoal costumam funcionar? Você já sentiu alguma vez que eles tinham certo “prazo de validade”? Já considerou começar um processo de psicoterapia para aprofundar esse conhecimento de si mesmo?

Vamos conversar mais disso!!

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Sobre a autora:
Ane Caroline Janiro
Psicóloga clínica, Fundadora e Administradora do Psicologia Acessível.
É casada, mamãe do Lucas, escreve sobre Psicologia, Maternidade, Família…
Instagram: @carolinejaniro

 


*Ao reproduzir este conteúdo, não se esqueça de citar as fontes.


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2 comentários

  1. Esse texto seu tem de merecer um destaque porque está falando do livros de auto-ajuda, porque as palavras dos livros de auto-ajuda podem ser motivadoras, encorajadoras e sabedoria entre outras para as pessoas que passam pela situação tão complicada, e estas devem admitir que já estão lendo a auto-ajuda. Pelo que entendo, o objetivo de livros de auto-estima é incentivar as pessoas a reconhecer, entender e resignificar os procedimentos psicológicos ao longo de vida e a lidar com algumas circunstâncias e consequência de sua vida cotidiana. Ás vezes, sua dificuldade em reconhecer a si mesmo e história de outro pode causar um prejuízo a saúde mental e atrapalhar sua tomada de decisão para lutar em frente. Apesar de não admitir que estão lendo os livros de auto-ajuda, as pessoas que podem estar propícias a desenvolver o transtorno de ansiedade e humor e ficar com o grau gradativo de sofrência social.
    Gostei muito do texto bem elaborado. Por isso, ele deve estar aceitável de ler para quem que passam pelas situações complicadas.

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