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Abordagem Centrada na Pessoa


Por: Renan Gomes Lara

A psicologia humanista surgiu nos Estados Unidos, no início da década de cinquenta. Também ficou conhecida como a terceira força, pois se opunha às duas principais correntes na psicologia da época: o comportamentalismo e a psicanálise.

Segundo Formosinho (2006) nas décadas de sessenta e de setenta, as chamadas terapias de crescimento, que partiam do movimento do potencial humano, proliferaram em grupos de encontro que se formaram em igrejas, escolas, empresas, presídios e clínicas privadas, o que fez com que muitas pessoas acreditassem que a psicologia humanista se reduzia aos grupos de encontro.

A evolução da teoria centrada na pessoa foi realizada em três etapas, cada uma delas correspondente à publicação de uma obra. A fase do aconselhamento não diretivo – que corresponde à publicação da obra Psicoterapia e consulta psicológica – onde a ênfase era na obtenção de insight pelo sujeito. A fase reflexiva, com denominação de reflexo dos sentimentos – corresponde à publicação da obra Psicoterapia centrada na pessoa – onde foram desenvolvidas mudanças facilitadoras para obter uma resposta e assim poder compreender a existência na relação e reflexão das vivências emocionais ou sentimento construtivo da personalidade. Na terceira fase, denominada de aconselhamento existencial, – que corresponde à publicação da obra Tornar-se pessoa – a comunicação do terapeuta tornou-se mais efetiva, abrangendo ampla possibilidade de resposta para o cliente.

Dessa forma o psicoterapeuta deve ser imparcial e manter a neutralidade em seus próprios sentimentos, sendo congruente com a própria experiência; ou seja, a sua experiência passa a ser entendida como parte da relação terapeuta-cliente.

Para Rogers o ser humano “tem a capacidade, latente ou manifesta, de compreender-se a si mesmo e de resolver seus problemas de modo suficiente a fim de alcançar a satisfação e eficácia necessárias ao funcionamento adequado”. Isso através do conhecimento reflexivo, isto é, a capacidade individual e a manifestação psicológica, com uma tendência que move o organismo a desenvolver suas potencialidades de maneira a favorecer sua conservação e enriquecimento.

A busca de satisfação de tal necessidade exige que o indivíduo realize inferências relativas ao campo de experiência do outro. Neste contexto são identificados conceitos importantes na perspectiva centrada na pessoa: self, self ideal, tendência à auto atualização, congruência e incongruência.

Compreendemos que todo ser vivo participa de um processo expansivo de desenvolvimento e amadurecimento, tornando uma tendência à auto realização e atualização, devido à tendência e busca de uma direção congruente da vida.

Referências:

FORMOSINHO, J. E. D. A. Rogers: psicoterapia e subjetividade – uma reflexão crítica. 2006. Disponível em: http://www.repositorio.uniceub.br/bitstream/123456789/2927/2/20211587.pdf Acesso em: 19 de Maio de 2017.

ROGERS, C., (1961). Torna-se pessoa / Carl R. Rogers: tradução Manoel José do Carmo Ferreira. – 2ª ed. São Paulo: Martins Fontes, 1976. – (Psicologia e Pedagogia).

Imagem capa: Pinterest

Colunista:

Renan Gomes Lara

Estagiário em uma ONG não governamental.
Atuou na promoção da saúde com escuta qualificada, 
acolhimento e informações aos usuário do 
Sistema Único de Saúde – SUS em 
Unidade de pronto atendimento – UPA.
Estudante de Psicologia na Faculdade Unigran Capital 
em Campo Grande – MS.
Atuou na Caravana da Saúde na cidade de Campo Grande.
Participa de projetos voltados a área da psicologia.
Contatos:
Whatsapp: (67) 99269-9508

E-mail: reenamportales@gmail.com

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