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5 lições da Psicologia sobre Aprendizagem


Por: Iana Fomina

Conheça as principais características do processo de aquisição de novos saberes

Ao longo da vida somos constantemente bombardeados por informações. Nos primeiros anos, especialmente, a criança é estimulada a andar, a falar, depois a estudar e seu desenvolvimento não para por aí. Na Psicologia, no entanto, o termo aprendizagem ganha uma outra conotação. A seguir, separamos uma lista com 5 lições sobre o que é aprender na psicologia. Confira!

1 – Sempre é possível aprender

A mente humana é como uma máquina de absorção de conhecimentos, tanto que grande parte do aprendizado acontece sem nos darmos conta, inconscientemente. De uma forma geral, pode-se falar que as maneiras mais comuns de aprender são pela experiência e pelo raciocínio, ou pela união dos dois. Andar de bicicleta, por exemplo, exige muito mais da prática e da determinação do iniciante, apesar das inúmeras quedas. Logo, não é difícil perceber o que se deve fazer para adquirir habilidades motoras: praticar, pondo a mão na massa. Mas o que dizer sobre dificuldades de cognição? Não entender os conteúdos escolares, ou um novo conceito no trabalho, mostra uma dificuldade de contextualizar as informações. Isso pode provir da própria fase de desenvolvimento do cérebro – bebês de 3 meses, por exemplo, não conseguem ler; ou, nos casos mais graves, a razão pode ser um déficit de atenção, dislexia ou deformidade cerebral. Esses impedimentos precisam ser identificados para que a metodologia correta possa ser aplicada, adaptando o ensino ao aluno a partir de seus interesses. O livro “Na vida 10 na escola Zero”, datado de 1996, traz situações e mostra como temas variados podem ser aprendidos sobre diversas óticas. Uma coisa é certa, sempre é possível aumentar o grau de absorção de conhecimento através da insistência e novas alternativas metodológicas.

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2 – A aprendizagem inclui maus hábitos

A psicologia do comportamento observa como a socialização pode influenciar na aprendizagem do indivíduo. Hábitos agressivos como xingar, julgar ou hostilidade contra si mesmo e contra as pessoas ao redor, costumam ter uma raiz no convívio. Mesmo criança que aprendem desde cedo o valor do amor e do respeito aos limites, podem testar seus pais com a rebeldia. É nessa fase que eles tentam mostrar que são indivíduos independentes. A melhor maneira de mudar os maus hábitos de um filho é dando o exemplo.

3 – Aprender é uma faculdade natural

A maioria dos psicólogos distinguem a aprendizagem em dois tipos diferentes: a aprendizagem implícita e a aprendizagem explícita. A primeira diz respeito ao aprendizado inconsciente e a segunda ao consciente, foi ensinado. A verdade é que a consciência não consegue apreender a realidade como um todo. Por isso, muito do que sabemos foi assimilado imperceptivelmente. Aqui falamos, entre outras coisas, da intuição. Algumas vezes pode parecer que não há uma razão para uma atitude ou conceito, mas a intuição formada por boas ou más experiências, às vezes reforçadas por memórias, servem de base de conhecimento para a tomada de uma escolha.

4 – Definindo aprendizagem

O ato de aprender pode ser definido como a capacidade tanto de absorver novos conhecimentos, habilidades, valores, crenças, preferências, comportamentos… como também, de modificá-los ou reforça-los. Os seres humanos se destacam nesse aspecto, mostrando uma eficiência única de fazer conexões cerebrais, retendo mais informações. Contudo, vale lembrar que outros animais e vegetais também são extremamente inteligentes e aptos a aprender e se adaptar. Além disso, graças aos avanços tecnológicos até as máquinas e robôs começam a mostrar um grande potencial de cognição.

5 – Manifestações da aprendizagem

Por fim, vale ressaltar que muitas vezes o conteúdo aprendido constrói-se paulatinamente, tanto que nem sempre o aprendiz percebe que já aprendeu. É o caso, dos códigos sociais por exemplo. Às vezes é preciso sair de seu país para perceber o quanto sua cultura havia lhe ensinado ao longo dos anos. Ou ir às compras, para ver que as aulas de matemática foram eficientes. Logo, nunca desista de seus objetivos, dedique-se e construa o aprendizado.

Para mais informações sugerimos a leitura das seguintes literaturas:
Carraher, D.; Nunes, T. & Schliemann, A. L. (1996). Na Vida Dez , Na Escola Zero. 16ª ed. São Paulo: Ed. Cortez; assim como Hill, W. F. (1981). Aprendizagem: Uma resenha das interpretações psicológicas. 3ª ed. Rio de Janeiro: Ed. Guanabara dois. Ambas as fontes serviram de base para a elaboração do nosso texto.

Autora: Iana Fomina

Imagem capa: Pinterest

*Ao reproduzir este conteúdo, não se esqueça de citar as fontes.


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