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Jogos de incentivo ao suicídio: Entenda essa realidade e saiba como abordar o assunto com seu filho adolescente


Por: Ana Rafaela Bispo da Costa 

A adolescência é uma fase que traz diversos questionamentos e inseguranças, é a transição entre o mundo infantil e o mundo adulto. É quando a criança começa sua trajetória na vida adulta. Justamente por essa transição, diversos conflitos internos são acionados e é importante que o adolescente tenha apoio e acolhimento para que possa fazer as melhores escolhas e passar por esse processo de forma menos conturbada e conflituosa.

O que acontece, muitas vezes, é que os pais e adultos mais próximos não entendem muito bem esse momento e achando que aquela criança, agora já com carinha de adulto, já sabe muito bem resolver seus problemas, as deixam distantes e livres demais.

Nessa fase da vida a atenção com eles deve ser redobrada. Os pais devem ter condição de orientar e apoiar seus conflitos e participar ativamente de sua vida, mesmo que eles não queiram ou evitem, respeitando os limites é claro.

Falar desse tema agora é essencial, pois surgiram na mídia dois assuntos que tem assustado os pais e gerado diversas dúvidas, são eles o jogo Baleia Azul e a Série 13 Reasons Why.

O “Baleia Azul” é um jogo que incentiva o suicídio, onde o adolescente deve cumprir tarefas e a última delas é o ato de tirar a própria vida, documentar isso e enviar aos administradores do jogo. Já o seriado traz a discussão das razões que levam ao suicídio, porém profissionais da área se preocupam com o fato de que esse seriado possa incentivar adolescentes a praticar o ato. (Leia mais aqui)

Acho interessante que essas duas ferramentas foram criadas por adultos. Adultos estes que deveriam estar cuidando e orientando para que estas coisas não acontecessem.

Como mencionado, a transição pela adolescência causa sofrimento e pode aumentar o risco de suicídio, então antes mesmo de falar sobre os jogos temos que saber quais são as causas que levam a isso e dentro de nossos lares buscar a prevenção, o apoio e o diálogo.

Alguns sintomas de que algo não anda bem e você deve observar são: o isolamento social, abandono, exposição à violência intrafamiliar, história de abuso físico ou sexual, transtornos de humor e personalidade, doença mental, impulsividade, estresse, uso de álcool e outras drogas, presença de eventos estressores ao longo da vida, suporte social deficitário, sentimentos de solidão, desespero e incapacidade, suicídio de um membro da família, pobreza, decepção amorosa, homossexualidade, bullying, condições de saúde desfavoráveis, baixa autoestima, rendimento escolar deficiente e dificuldade de aprendizagem.

Famílias, não deixem que outro adulto decida o destino de seu filho. Saiba que você pode e deve estabelecer limites, acompanhar a rotina, o que assiste e acessa na internet, saber o que ele faz, onde e com quem anda, o que tem sentido, quais suas dúvidas. Será que você de fato conhece seu filho agora?

Seja você o principal adulto a influenciar a vida do seu filho, e mesmo que hoje ele reclame e ache que você pode estar sendo chato, sem dúvidas lá na frente ele o agradecerá imensamente. E não sabendo por onde começar, conte com o apoio profissional nessa jornada. Você não está sozinho!

Imagem capa: Pinterest

Colunista:

Ana Rafaela Bispo da Costa
CRP: 06/95603

Psicóloga pela UMESP
Pós Graduada em Especialização em Informática em Saúde pela UNIFESP
trabalha no auxílio ao desenvolvimento de crianças e adolescentes e suas famílias,
atuando na região do ABCD.
Contatos:
(11) 982172197
ana_rafaela_24@hotmail.com

Facebook: Tempo de Aprender-se

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