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Cavernas Humanas: estamos em um mundo de observadores e estigmas constantes


Por: Claudiane do Rocio Quaglia Nunes

Em um de seus escritos, Daniel Pennac mencionou: “Gosto da aventura física da vida, o ideal seria nascer e morrer curioso”.

A curiosidade faz parte do nosso comportamento. Saber sobre algo oculto aguça nossos sentimentos, estimula os pensamentos e amplia a nossa imaginação, tanto no sentido positivo como negativo.

Cotidianamente transparecemos muitas coisas no meio social, sem ao menos pronunciarmos uma palavra sequer. Nossa aparência e o nosso comportamento revelam para as demais pessoas quem somos até um certo ponto. Deste processo as pessoas podem ficar aguçadas para sanarem suas curiosidades quanto a quem somos ou não.

Deixamos impressões sempre.

De maneira elucidativa, a Caverna de Lascaux representa a curiosidade humana. Este local se tornou notável na arqueologia, devido à grande quantidade de pinturas rupestres em seu interior.

Estas pinturas ajudam a compreender, ainda que de forma limitada, a forma como nossos antepassados viviam. Suas cenas de caça e desenhos de animais desvendam o cotidiano de uma cultura milenar.

Como na Caverna de Lascaux, somos alvo de pesquisa e curiosidade. Não são os arqueólogos que fazem isso, mas sim as pessoas com as quais convivemos ou que nos estão próximas.

Não nos expomos por meio de desenhos ou gravuras, porém transparecemos nossa identidade pela maneira como agimos e nos relacionamos. Suscitamos curiosidades.

Estamos em um mundo de observadores e de estigmas constantes. Neste sentido, estamos nas duas faces, pois somos curiosos e também somos alvo da curiosidade alheia. Saber lidar com este fato pode ser um divisor de águas em nossas vidas.

Se pensarmos como os arqueólogos das cavernas, que usam a curiosidade e a busca constante como algo motivador, será sempre uma aventura e um prazer descobrir novas coisas. Isso porque sempre existirá algo ou alguém novo para surgir em nossas vidas e nos surpreender, assim como perceber que também representamos uma novidade e uma surpresa na vida de alguém.

Um avançar constante para hábeis exploradores de cavernas humanas.

Imagem capa: Pinterest

Colunista:

Claudiane do Rocio Quaglia Nunes
CRP nº 06/134348

Psicóloga Clínica e Pedagoga
Formada pela Universidade Nove de Julho
Especialista pela Uninter em Psicopedagogia
Atende em São Paulo/SP
Observações: idealizadora do projeto Ideais de Mim
Contato:
claudianequaglia14@gmail.com

Blog: http://ideaisdemim.blogspot.com.br/

*Ao reproduzir este conteúdo, não se esqueça de citar as fontes.


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