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Você não tem um problema sozinho na relação! A questão é sempre dos dois.


Por: Cleunice Paez 

A mágoa é uma cicatriz mental que fica ali sempre te lembrando o que ainda dói. O tempo pode passar, mas você acaba não conseguindo ser resiliente o suficiente para superar as dores deixadas por uma discussão e brigas que ficaram registradas.

Em primeiro lugar, devemos aprender a nos perdoar, normalmente jogamos uma grande responsabilidade por tudo que acontece de ruim em nossa vida no outro, mas esquecemos que apesar de escolhermos as pessoas que estão ao nosso lado, não podemos conduzi-las a se comportar da forma como idealizamos.

Lembramos sempre que a vida é feita de relações humanas e que não é possível adivinhar o que o outro pensa, suas atitudes ou suas reações, muitas vezes só compreendemos tempos depois que tudo esfriou o que foi que realmente aconteceu no momento da discussão.

Em outras vezes jogamos totalmente a responsabilidade no outro por não estarmos felizes e por não conseguirmos superar esses traumas. Acredite, em muitos casos, o outro até sabe que te magoou, mas pode não saber a intensidade que isso te causou.

Isso acontece bastante em relacionamento amoroso, idealizamos a pessoa em como ela deveria ser e, claro, nunca será da forma como pensamos.

Quando os casais discutem, normalmente jogam a culpa no outro, se ausentam de sua participação na discussão, seja por se calar, não tentar resolver ou se alterar buscando ter razão, ao invés de escutar o parceiro e tentar resolver o problema.
Tudo que fica são mágoas de palavras usadas, das reações, do sentimento de impotência pela busca de algo dentro do relacionamento que, muitas vezes nem sabemos ao certo de que se trata.

O problema é que ficamos remoendo tudo e isso fica como uma cicatriz que não cura. Até pelo próprio medo de se doar novamente e tudo voltar a se desestruturar, isso nos desmotiva a nos empenharmos em fazer dar certo, nos priva de doar e receber amor.

O que acontece dentro de um relacionamento é responsabilidade dos dois, independente de quem erra mais ou menos e isso deveria ser resolvido em cada discussão. Se de algum modo você falou frases que machucaram seu parceiro, que jamais falaria em estado normal, isso te mostra o quanto a intensidade da raiva diante de uma discussão pode ser destrutiva, desestruturando tudo que construíram até o momento.

Se o seu parceiro passa por dificuldades, adoeceu ou não está conseguindo superar uma mágoa causada pelas brigas, as decisões para resolver devem ser de forma conjugal, ou seja, de ambos.

Cada um tem sua identidade, e existe a identidade do casal, portanto, se você tem uma questão fora da relação a resolver, ou seu parceiro, o ideal é que sejam pelo menos colaborativos um com o outro, se disponibilizando em ajudar na contribuição de ideias ou soluções.

Os homens normalmente têm um processo mental mais racional, tentam resolver tudo da forma mais rápida possível, para que aquilo termine. A mulher pode reagir de forma emotiva, guardar mais coisas e ter mais dificuldade em se restabelecer emocionalmente diante de brigas e desentendimentos, mas isso não é uma regra, pois existem muitos homens mais sentimentais que mulheres, por exemplo. O importante é saber respeitar a forma que o outro pensa, não tentar mudar de forma agressiva ou fugitiva das questões, seu parceiro tem sua história e cada um interpreta a vida de forma diferente, tente compreendê-lo.

A comunicação ainda é o maior segredo dos relacionamentos que dão certo, tudo deve ser conversado, saber o que desagrada seu parceiro e ver se isso pode ser mudado ou se está em modo “ birra” de não querer mudar, resolver ou de jogar toda a responsabilidade ao outro.

Compreenda, se você tem uma mágoa que veio de alguma discussão, tente superar com o autoconhecimento, conversando, realizando terapia, mas não use o outro como válvula de escape ao atingi-lo com coisas que já aconteceram. Você não pode mudar o passado, então tente aceita-lo e modificar o presente.

Sempre existirão soluções, basta saber que ambos devem estar dispostos a se ajudar e a compreender que quando um tem um problema, a questão é dos dois!

Você já tentou todas as possibilidades para se dar bem com o seu amado ou amada?

Imagem capa: Pinterest

Colunista:

Cleunice Paez
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Psicóloga pela UNIP
Especialista em Terapia Cognitiva Comportamental – CETCC
Especialista em Psicologia Jurídica – UNICID
São Paulo- SP
Contato: 
(011) 970172525 
http://www.psicologavilamariana.com.br
Facebook.com/psicologaclinicaejuridicacleunicepaez/
Email: paez.psicologa@gmail.com

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