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Construção da autoestima: Ajude seu filho a se tornar uma pessoa segura e feliz


Por: Julia Bittencourt

Você sabia que para que seu filho se torne uma pessoa segura e feliz é preciso ajudá-lo a construir e desenvolver sua autoestima de forma positiva desde bebezinho?

Muitos pais me perguntam, seja na escola ou no consultório, como criar filhos seguros, com autonomia e autoconfiança. Mas muitas vezes não se dão conta de que para tudo isso, é preciso uma boa autoestima! 

E ela é desenvolvida e construída no dia a dia e os pais (ou os principais cuidadores) têm um papel fundamental. Quando a mãe encoraja o filho a fazer algo novo, como calçar o tênis sozinho para os menores, ou o pai mostra que confia nele para o desempenho de alguma atividade, como fazer uma tarefa de casa para os que estão em idade escolar, por exemplo, a autoestima é regada e cultivada e as crianças se sentem encorajadas, confirmadas e aceitas, tornando-se mais confiantes.

Além disso, quando os pais ouvem seus filhos, mostrando que o que eles sentem, pensam ou desejam tem importância, fazem com que se sintam mais valorizados.

Por outro lado, quando os pais desencorajam os filhos, dizem o tempo todo que não vão conseguir realizar algo, que isso ou aquilo não está bom ou que ele não é capaz – ou até mesmo quando fazem algo em seu lugar ou afirmam que criança não tem opinião, sua autoestima vai sendo tolida.

Imagine uma criança que fica ouvindo diariamente: “Você não pode fazer seu dever sozinho pois você é muito desatento e burrinho!” ou “Não faz isso porque você vai cair ou se machucar” ou ainda “Sua irmã na sua idade já conseguia fazer isso. Como você ainda não consegue?”, entre outras falas do cotidiano que vão minando sua autoconfiança. O resultado vai ser uma pessoa insegura, sem iniciativa, com sentimento de menos valia.

Para conhecimento, no dicionário, autoestima significa “qualidade de quem se valoriza, se contenta com seu modo de ser e demonstra, consequentemente, confiança em seus atos e julgamentos”. Ou seja, quem tem uma boa autoestima confia em si mesmo, acredita que suas iniciativas e sonhos vão dar certo e se relaciona com os outros com mais facilidade. 

Já uma pessoa com baixa autoestima sofre por se considerar inadequado e por não se sentir amado. Além disso, tende a se sentir desamparado e inferior, além de ter uma grande necessidade de agradar os outros e não confiar em si mesmo, o que gera medos, ansiedades, rejeição, insegurança…

Portanto, antes de minar a capacidade do seu filho ou a superproteção falar mais alto, deixe que ele descubra coisas novas, explore o mundo e acredite em si mesmo! Valorize seus sentimentos, suas opiniões, seus sonhos. Mostre que confia nele, que sabe o quanto ele é capaz. Dê muito amor, converse, tenha tempo com ele. Isso tudo vai fazer com que seu filho se desenvolva de forma saudável, autônoma, segura e feliz!

Colunista:

Julia Bittencourt
CRP 05/49022

Psicóloga clínica com formação em Psicologia Perinatal e Parental e em Gestalt-terapia,
além de ter capacitação em Atendimento Infantil e Terapia de Família e Casal.
É uma das idealizadoras do Maternar Psi – Núcleo de Atendimento a Mães,
Pais, Casais e Famílias. Atende crianças, adolescentes e adultos,
além de gestantes, pós-parto, mães e relação pais-bebê em seu consultório
na Barra da Tijuca (RJ). Também é psicóloga educacional e trabalha atualmente em creche e escola, além de cursar especialização em Psicopedagogia.
Contato:
Site: www.juliabittencourtpsi.com.br