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Personalidade Dependente e Apego


Por: Cleunice Paez 

Personalidade Dependente.

Será que você se identifica? Vamos compreender como funciona este tipo de personalidade.

Pessoas com característica de dependência afetiva se tornam propensas a serem reféns das vontades dos outros. Precisam constantemente de afirmação para tomar uma decisão, e estão sempre a mercê de agradar e se submeter.

A dependência pode desencadear quadros de depressão, fobias e pânico, pois o indivíduo tem dificuldades em expor suas vontades, além do receio em ser rejeitado pelas pessoas, isso o torna bem propenso ao medo do abandono e do desamparo.

A autoconfiança fica sempre em baixa, não conseguem confiar em si e em suas ações, desacreditam do seu potencial. Normalmente pessoas assim buscam ajuda terapêutica devido aos outros sintomas que foram desencadeados pelas frustrações ou quadros de estresse. São bem mais emotivas e tendem a se depreciar, se desvalorizar com afirmações negativas sobre si.

Devido a dependência, não conseguem “dizer não” ou discordar de outros pontos de vista, normalmente permanecem em relacionamentos abusivos ou se colocam em postura submissa, tudo isso para preservar a relação, justamente pelo medo de ficarem sozinhos.

Isso não se relaciona aos medos de velhice, ou de ficar sozinho em alguns momentos por exemplo, mas a um tipo de personalidade mais específica e de certa forma desadaptada emocionalmente.

Permanecer em relacionamento conjugal quando tudo está desmoronado, mostra traços de aceitação daquilo que te machuca, do que não te faz bem, mas você ainda fica porque está enraizada e não consegue tomar decisões para sair do contexto, e não se considera capaz o suficiente para se desvincular e encontrar um relacionamento sadio.

Cada pessoa tem seus traços de personalidade, às vezes mais acentuados, às vezes menos, o importante é não se apegar ao conceito de que isso é algo ruim, mas avaliar o que disso te faz mal ou que poderá ser melhorado em sua vida.

Precisamos entender, até que ponto isso é prejudicial, já que a frustração é um dos pontos que a maioria de nós sentimos dificuldades em lidar, imagine para um dependente. Torna-se uma busca sem fim para evitar as dores emocionais, quanta raiva de si e sentimentos de incompetência ficam guardados pelas frustrações que não são atendidas?

Pensamentos de que “não darei conta”, “não me enquadro”, sempre consideram que são acometidos por defeitos. Sabemos que quanto mais afirmamos pensamentos negativos, teremos mais tendência a acreditar e reagir conforme o que internalizamos.

A maior parte dos pensamentos de uma pessoa muito dependente são irreais e quase sempre emocionais. Precisamos buscar manter um equilíbrio entre o lado racional e emocional, isso poderá ajudá-lo em decisões para atender aos seus desejos, seria um bom caminho para a melhora dos quadros de ansiedade e depressão.

Em casos de personalidade dependente, deve-se trabalhar a autoconfiança, o apego excessivo, a reestruturação mental de modo que se torne mais adaptado para viver.

Trabalhar a autonomia e melhora nas decisões é um bom passo para se adequar e aprender a ser resiliente com as frustrações. Não se praticará um desapego infrutífero de pessoas e coisas que o dependente gosta, mas se buscará reestruturar o amor próprio e a mudança nos pensamentos de autoconfiança.

Você pode acreditar que ser assim, ou ter essa personalidade é prejudicial, ou que até então tem funcionado bem para você. Cada ponto seria avaliado juntamente com seu terapeuta para melhorar suas competências de assertividade e autoconfiança, isso te faria acreditar mais em você e em suas conquistas, o que seria bem positivo para sua vida.

Imagem capa: Pinterest

Colunista:

Cleunice Paez
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Psicóloga pela UNIP
Especialista em Terapia Cognitiva Comportamental – CETCC
Especialista em Psicologia Jurídica – UNICID
São Paulo- SP
Contato: 
(011) 970172525 
http://www.psicologavilamariana.com.br
Facebook.com/psicologaclinicaejuridicacleunicepaez/
Email: paez.psicologa@gmail.com

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