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Adeus Ano Velho!


Por: Amanda Santos de Oliveira

Passou voando, não é? Essa é uma frase que eu e você dizemos muito e ouvimos muito quando pensamos no ano que chega ao fim. Para mim, realmente o tempo parece passar com velocidade aumentada, apesar de saber que não é possível. Mas, isso porque, geralmente nesta época do ano, começamos a fazer um pequeno “balanço” do que conquistamos, dos desejos que realizamos e das metas que conseguimos alcançar.

Como está indo seu “balanço”? Você realmente conseguiu alcançar aquilo que planejou? Se sua resposta é não, ou se você acredita que poderia ter feito mais, você faz parte de um grupo enorme de pessoas que se frustra ao ver as metas do fim do ano anterior e que tem medo de estabelecer novos objetivos. Será que é possível alcançar tudo que queremos? Então, que tal dar uma olhada em algumas dicas que podem te ajudar?

 Planejamento

Palavrinha temida por alguns não é mesmo? Mas, não adianta escrevermos em nossa agenda ou ao menos pensar no que queremos conquistar se não nos planejarmos para tal. Infelizmente, geralmente é o que acontece. Um segredo: se você só pensar no que quer, mas não pensar no que deve fazer para alcançar isso, provavelmente você não irá conseguir. Fica mais fácil pensarmos em planejamento quando estamos em um contexto profissional, não é? Então, porque não expandirmos essa prática também para a vida pessoal? Assim, fica sempre mais fácil conseguir os resultados desejados.

Segundo Estrada et. al (2011)[1], se torna possível pensar em planejamento se adaptarmos o planejamento estratégico organizacional para nossa vida pessoal. Mas, como você já pode imaginar, planejar-se dessa forma não é tão fácil assim. Segundo os autores, este processo exigirá decisão, determinação, disposição e disciplina individual, além de significar uma mudança de hábitos e estilo de vida, substituindo negatividade por positividade. Além disso, será necessário considerar todos as áreas da vida e os papéis que elas desempenham para que seja possível obter êxito.

E onde é que geralmente nos atrapalhamos? No tempo. O tempo que quando a gente menos espera já passou. Para Estrada et. al (2011), as maiores dificuldades no que diz respeito ao planejamento são o foco na execução de atividades importantes e desperdício ou má utilização do tempo. Portanto, não adianta ter um plano perfeito se não colocamos os passos a serem tomados em uma perspectiva temporal, transformando nossas ações em tarefas e compromissos.

Flexibilidade e Realismo

Parece um pouco rígido, não é? Mas a ideia não é essa. Não adianta você fazer um planejamento sistemático se não considerar o fator da imprevisibilidade que cerca nosso dia a dia. Esteja ciente de que uma situação pode não ser a mesma no futuro. Portanto, seja flexível e encontre maneiras de se adaptar a novas situações e contextos. Mas, fique atento. Flexibilidade não quer dizer desistência. Se você encontrou obstáculos no seu caminho, esteja pronto para criar um novo plano e o encare com a mesma seriedade que encarou o anterior. Trabalhe a partir de suas novas condições e tempo disponíveis.

Mas, não adianta criar metas impossíveis de serem cumpridas. Isso só fará com que você tenha um alto padrão de exigência consigo mesmo e acabe se frustrando. Seja realista com sua realidade e com suas possibilidades. Isso não quer dizer que você não pode conseguir coisas maiores, mas que estará trabalhando dentro do que seu potencial permite. Para exemplificar melhor, pense da seguinte forma, se você trabalha na área comercial de alguma empresa e as metas são colocadas pelo empregador de forma altíssima e irreal, como você fica? Provavelmente desmotivado, se sentindo explorado, extremamente cansado e estressado. Funciona mais ou menos dessa forma. Seja realista e racional nas metas que estabelecer para você mesmo e esteja à vontade para supera-las se estiver em condições para isso.

Auto avaliação

Periodicamente, seja seu próprio chefe. Por mais que as vezes não gostamos dessa figura, principalmente se aquele que ocupa esse papel em nossas vidas tem tido dificuldades com a liderança, o chefe representa um papel fundamental na execução de nossas atividades. Por exemplo, quando você está dando o melhor de si no seu trabalho, não espera que seu chefe te dê um feedback? Dê esse feedback a você mesmo. Estabeleça prazos para avaliar seu próprio trabalho, seus avanços e quais foram os passos que você já conseguiu alcançar. Se não alcançou nenhum, pense no que pode fazer para melhorar e continue em frente.

Quando você era criança ou adolescente, no contexto escolar provavelmente teve acesso a algum tipo de avaliação. Naquela época, se você sempre se avaliasse da melhor maneira possível, mesmo que aquela não fosse a verdade, geralmente as consequências não eram muito nocivas. Contudo, neste caso, seja sincero consigo mesmo a ponderar suas facilidades e dificuldades. Aqui, você terá como consequência o fato de não alcançar suas metas que foram traçadas com tanto desejo. Ainda, estará perdendo toda a dedicação despendida no seu planejamento. Se você fizer uma avaliação fidedigna e real sobre seu desempenho, poderá se necessário, pôr em prática a flexibilidade e alterar aquilo que for preciso para chegar a um resultado melhor.

Acredite em si!

Mas, você não vai conseguir colocar nada disso em prática se não exercitar a autoconfiança. Às vezes, ela pode faltar lá no início fazendo com que seu desejo não passe de ideias. Entenda, é possível fazer e é possível mudar. Mesmo que o resultado final pareça grande demais aos nossos olhos, se pensarmos em um passo de cada vez e ir vencendo nossas pequenas metas, chegaremos no tão sonhado alvo.

Às vezes, alguns de vocês podem estar pensando que o ano novo é apenas uma mudança de calendário e não representa nenhuma mudança real. Claro que mudar de calendário não trará mudanças em sua vida. Quem traz essas mudanças é você mesmo e os dias não trarão conquistas à medida que forem acontecendo. Portanto, sim, a mudança de ano é só uma mudança de calendário. Mas, é uma época propícia, para a oportunidade de mudar, avaliando tudo aquilo que você poderia ter feito no calendário atual e não o fez. Se você escolher fazer diferente, você tem todas as condições para  realmente mudar. Agora, se o que você quer é continuar aonde está e como está, simplesmente continue não fazendo nada.

Referências:

[1] ESTRADA, Rolando Juan Soliz; FLORES, Gilberto Tim; SCHIMITH, Cristiano Descovi. Gestão do tempo como apoio ao planejamento estratégico pessoal. In: Rev. Adm. UFSM, Santa Maria, v. 4, n.1, p. 315-332 mai./ago. 2011. Disponível em: <https://periodicos.ufsm.br/reaufsm/article/view/3349/2090&gt;. Acesso em 19 de dez. de 2016.

Imagem: Pinterest

Colunista:

Amanda Santos de Oliveira
CRP 04/43829

Psicóloga Graduada pela PUC Minas, atuante na área clínica em Belo Horizonte, oferecendo psicoterapia individual para adultos
Contatos:
psi.amandaoliveira@gmail.com
Facebook: facebook.com\psi.amandaoliveira
Instagram: @psicologabh

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