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Faces da Psicologia – Você sabe o que é Psicodrama?


psicodrama

Por: Ane Caroline Janiro

No decorrer das publicações em nosso blog, vamos procurar escrever a respeito das diversas áreas possíveis de atuação do Psicólogo. Esta é uma forma de aproximar a Psicologia de todos nós, pois conhecendo a suas inúmeras possibilidades, nos familiarizamos com suas práticas e reconhecemos sua importância no dia a dia. Será nossa “série” Faces da Psicologia. Nosso tema escolhido da vez é “Psicodrama”. Você sabe o que é? E o que faz um Psicodramatista? Em grego, “Drama” significa “Ação”, então podemos começar com uma definição básica da atuação da Psicologia através da Ação. Na verdade o Psicodrama deriva de um termo mais abrangente, a Socionomia, criada por Jacob Levy Moreno e, quando alguém se refere ao Psicodrama, normalmente está falando de Socionomia.

“Ciência das leis sociais e das relações, a Socionomia é caracterizada fundamentalmente por seu foco na intersecção do mundo subjetivo, psicológico e do mundo objetivo, social, contextualizando o indivíduo em relação às suas circunstâncias. Divide-se em três ramos: a Sociometria, a Sociodinâmica e a Sociatria, que guardam em comum a ação dramática como recurso para facilitar a expressão da realidade implícita nas relações interpessoais ou para a investigação e reflexão sobre determinado tema.” (Febrap – Federação Brasileira de Psicodrama)

Mas qual seria a diferença entre Sociodrama e Psicodrama então? A diferença básica é que no Sociodrama o foco do trabalho é no grupo e no Psicodrama o foco é no indivíduo (não dispensando a sua relação com o meio e a sociedade). Basicamente, trata-se de um método de intervenção e de pesquisa nas relações interpessoais, nos grupos, entre grupos e de uma pessoa consigo mesma e mobiliza o vivenciamento da realidade por meio do reconhecimento das diferenças e dos conflitos e possibilita a resolução dos conflitos apresentados.

“A prática psicodramática, em suas inúmeras modalidades, começa pelo envolvimento das pessoas com o tema ou com a experiência a ser vivenciada, através de lembranças ou histórias do cotidiano dos indivíduos e/ou das organizações.

Cabe ao diretor manejar as técnicas psicodramáticas, como recursos de ação, para garantir o envolvimento do grupo e a escolha da cena protagônica, que refletirá a experiência dos presentes. Ele vai convidando todos para participarem na criação conjunta do enredo, favorecendo a emergência da realidade grupal.

 Neste sentido, o Psicodrama é facilitador da manifestação das idéias, dos conflitos sobre um tema, dos dilemas morais, impedimentos e possibilidades de expressão em determinada situação. Fundamentado na teoria do momento e no princípio da espontaneidade, promove a participação livre de todos e estimula a criatividade na produção dramática e na catarse ativa.

Finaliza-se com os comentários, inicialmente dos participantes da cena e depois do grande grupo, com a identificação da realidade que acaba de ser vivenciada e com o levantamento de soluções possíveis para as questões abordadas.” (Febrap – Federação Brasileira de Psicodrama)

A aplicabilidade do Psicodrama abrange inúmeras possibilidades, como: Trabalho social com Presidiários, Desemprego, Violência, Pesquisa, Indígena, Saúde, Hospitais, Reinserção Social, Psicodrama em NAPS (Núcleo de Atenção Psicossocial), Turismo, Educação, Terceiro Setor, Clínica, Institucional, Empresa, Psicodrama e Arte na Dança Espontânea, etc. Até a próxima Face da Psicologia! Fonte: Febrap (Federação Brasileira de Psicodrama) – http://www.febrap.org.br/

OBS.: Todo o conteúdo desta e de outras publicações deste site tem função informativa e não terapêutica.

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Sobre a autora:

Ane Caroline Janiro – Psicóloga clínica, idealizadora e editora deste blog.
CRP: 06/119556