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A importância da Psicologia no contexto hospitalar


Por: Kelly Leal

Ao lidar com pacientes hospitalizados, é necessário que a equipe de saúde olhe para o sujeito e não para sua doença, buscando sempre ressaltar que ali existe um indivíduo que vai além do físico, sendo imprescindível dar importância também aos aspectos subjetivos.

Durante o século XIX, o modelo Biomédico dominava na Medicina, onde o homem era considerado um ser biológico e que a doença provocava mudanças em seu organismo. Neste período ou a pessoa era saudável ou era doente. No século XX surgiu o modelo Biopsicossocial, quando começou a haver o entendimento de que há interação entre mente e corpo, e que fatores psicológicos estão relacionados a doenças de alguma forma.

A Psicologia da Saúde, a base para a Psicologia Hospitalar, surge como contribuição da psicologia na compreensão da saúde. Pode-se dizer que esta área é o conjunto das contribuições práticas, educacionais e científica da psicologia para a promoção e manutenção da saúde, prevenção e tratamento de doenças e distúrbios relacionados. Nesse sentido, a psicologia da saúde assegura que os sujeitos devem ser entendidos numa perspectiva biológica, psicológica e social.

Mesquita (2012) salienta que todos os profissionais de saúde em geral devem estudar, no mínimo, o básico da psicologia para que a sua prática clínica seja aprimorada, porém cabe ao psicólogo com a sua interpretação e competências, realizar o acompanhamento psicoterápico para auxiliar o paciente e sua família. Os psicólogos têm formação necessária para atuar na compreensão do comportamento humano, apoiar e estimular a expressão de emoções, reestruturar pensamentos disfuncionais, auxiliar no enfrentamento da doença através da comunicação adequada e desenvolvimento de estratégias de enfrentamento.

De acordo com Simonetti (2004), o psicólogo hospitalar deve se colocar presente para escutar esse sujeito doente que vai falar de si, da doença, da vida, da morte, do que pensa, do que sente, do que teme e do que deseja. Conhecendo seu paciente, o psicólogo deve estimular que os mesmos assumam uma postura ativa durante seu processo de adoecimento e hospitalização, pois assim, cada um direciona o caminho que lhe é mais adequado.

De acordo com Gorayeb (2001) a atuação do psicólogo hospitalar ainda está sendo construída, porém ela tem sido reconhecida atualmente por sua importância junto a equipe multidisciplinar, buscando através da humanização a melhoria da qualidade de vida dos pacientes e familiares. Por isso deve ser contínua a inquietação em tornar a psicologia como uma prática reconhecida, aceita e consistente, principalmente no âmbito hospitalar.

Referências:

GORAYEB, R. A prática da psicologia hospitalar. In: MARINHO, M. L.; CABALLO, V.E. (Orgs.), Psicologia clínica e da saúde. p. 263-278. Londrina/Granada: UEL/APICSA, 2001.

MESQUITA, A. S. L. O psicólogo em cuidados paliativos: intervenção em fim de vida. Mestrado em Cuidados Paliativos, Faculdade de Medicina da Universidade do Porto, 2012.

SIMONETTI, A. Manual de psicologia hospitalar: o mapa da doença. 4. ed. São Paulo: Casa do psicólogo, 2004.

Imagem capa: Stocksnap.io

Kelly Leal
CRP 03/14123

Psicóloga, especializanda em Terapia Cognitivo-Comportamental.
Formada pela Faculdade Castro Alves,
especializanda pelo Centro Universitário Amparense.
Atende em Salvador/Bahia.
Contatos:
kellyleal.psi@gmail.com
Instagram: @psicologakellyleal
https://www.fb.com/psicologakellyleal/

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