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Procurando um emprego? Seja coerente!


Por: Amanda Santos de Oliveira

Quantas vezes, em meio a essa crise econômica, passamos por processos seletivos em diversas empresas, achamos que tudo estava indo bem, mas no fim não somos chamados para aquela oportunidade. Mesmo quando queremos muito, torcemos muito, vestimos a nossa melhor roupa, chegamos na hora marcada e conseguimos controlar a ansiedade. Mas, o que será que acontece então? Veja algumas dicas e tente entender quem está do outro lado do jogo: o recrutador.

Se a vaga não é pra você, é melhor que seja assim!

Muitas vezes queremos uma oportunidade a qualquer custo, mesmo sem saber ao certo o porquê e sem avaliar se aquela vaga realmente tem a ver com a gente. Claro que o desemprego é desesperador e em algum momento você só quer um emprego, seja ele qual for. Mas, se você conseguir uma oportunidade que nada tem a ver com você (ou com o seu perfil, como as empresas falam), o desespero vai passar. Quando ele passar, você pode estar preso em uma atividade que você não gosta nada, ficará desmotivado e talvez não consiga nem se adequar as demandas e acabar sem um emprego de novo.

Então, primeiramente, não pense no recrutador como um vilão quando você receber aquele retorno negativo. Pense que o papel dele é avaliar se você tem a cara da oportunidade. Mas, ter essa “cara” não quer dizer apenas ter um currículo com experiências e formações profissionais compatíveis, mas também, ter um perfil que seja próximo ao que a empresa tem como valores e modos de agir compatíveis a este cenário.

Mesmo que você tenha certeza que tem esse perfil, lembre-se, você não conhece o dia a dia da empresa. A imagem passada pela organização é muito diferente da realidade vivida dentro dela. Vale lembrar que isso não acontece porque as empresas estão “enganando os candidatos”, mas sim, porque viver a realidade de uma organização é muito diferente do que falar sobre ela. Pense bem nas últimas empresas pelas quais você passou, sua percepção permaneceu a mesma quando você se tornou funcionário?

Saiba o que você quer

Tenha um plano de carreira e seja coerente nisso. Não adianta você “atirar para todos os lados”, pois este é um comportamento que não passa segurança para as empresas. Afinal, se você estivesse escolhendo alguém para trabalhar com você e não tivesse certeza se essa pessoa gosta do que faz, você teria segurança nela? As empresas prezam por confiança, segurança e estabilidade e “pular” de emprego em emprego em poucos meses ou mudar de área de atuação constantemente, não trazem esse tipo de mensagem.

Mas, isso não quer dizer que é impossível fazer uma transição de carreira. Se você estava em uma área e decidiu que não é essa sua paixão, tudo bem escolher outro caminho. Mas será necessário tempo e dedicação para que essa transição seja bem sucedida. Seu discurso deve ser coerente e verdadeiro. Talvez a primeira oportunidade até demore, mas com força de vontade ela vai chegar. Contudo é importante estar bem informado e certo de sua decisão quando esse desejo aparece. Afinal, tal mudança é difícil e deve haver clareza de qual é a nova realidade que você está buscando. Muitas vezes, profissionais se sentem frustrados com sua área, levando em consideração apenas a empresa em que atua e acabam por não buscar entender a atuação profissional em um sentido macro.

Se o mercado de trabalho formal não for sua praia…

Existe sempre a oportunidade de empreender. O trabalho autônomo é uma opção cada vez mais presente no mercado, mas para empreender também é preciso bastante cautela. Isso porque, ser um profissional liberal depende de investimento (tanto de tempo quanto de dinheiro) além de ter resultados incertos e em longo prazo.

Portanto, pesquise bastante a área que quer atuar. Busque não só os cases de sucesso, mas também busque aprender com aqueles que fracassaram em suas jornadas, dessa forma, será possível ter uma previsão de quais os possíveis erros e obstáculos no caminho. Ainda, trabalhe com o que goste e não só com o que “dá dinheiro”. O serviço autônomo exige uma dedicação diferente do emprego formal. Isso porque, tudo ficará por sua conta, desde as tarefas que tem a sua cara, até aquelas que você não gosta, mas que tem que ser feitas. Os horários são sim flexíveis, mas às vezes podem resultar em uma dedicação integral. Os finais de semana não serão tão certos, assim como as férias ou feriados.

Acima de tudo: ame o que faz!

O trabalho ocupa grande parte do seu dia e dos seus pensamentos. Por isso, ocupar grande parte da sua vida com algo que não faz sentido pra você, não é saudável. Mesmo que este trabalho te supra de outras formas, o desprazer em pratica-lo uma hora vai bater a porta e trazer suas consequências.

Se você está em busca de um emprego há muito tempo, continue confiante em suas competências e habilidades e não desista. Por mais que pareça desesperador e que não haja mais esperanças ou saída, persistir é sempre o melhor caminho. Afinal, independente se você escolher o mercado formal ou informal, a força de vontade sempre traz seus frutos.

Imagem capa: Pinterest

Colunista:

Amanda Santos de Oliveira 
CRP 04/43829

Psicóloga Graduada pela PUC Minas, atuante na área clínica em Belo Horizonte, oferecendo psicoterapia individual para adultos
Contatos:
psi.amandaoliveira@gmail.com
Facebook: facebook.com\psi.amandaoliveira
Instagram: @psicologabh

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