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Reflexões acerca do fazer o bem


Por: Renata de Souza da Silva Rodrigues

No mundo em que vivemos, nesta realidade de pessoas cada vez mais individualistas e com dificuldade em demonstrar empatia, fazer o bem tornou-se algo um tanto difícil de se realizar. Os indivíduos que compõem a sociedade atual cada vez mais se afastam da ideia do grupo que fica unido para que todos se protejam e convivam em igualdade, se aproximando mais da ideia do EU que não precisa de outro para viver. Esquecemos um do outro, buscamos o que é de nosso próprio interesse.

Podemos observar que muitas vezes, fazer o bem ganha um significado diferente nas nossas relações, significados como uma troca de favores, um momento usado para se autopromover ou mesmo uma desculpa para depois escravizar o outro à minha vontade e toda vez relembrar que se fez algo por ele. Outro problema que vemos em pessoas que costumam realizar boas ações é a cobrança do que vai acontecer depois que se fizer o bem para alguém, ou seja, ficar à espreita do que fará aquele que recebeu o bem. Assim, tentamos ver além do simples ato de fazer o bem e com isso ficamos frustrados ao esperarmos que quem recebeu o bem faça-o também, mas não o faz.

Fazer algo bom deve ser simplesmente por querer o outro bem. Fazer o bem deve ser feito olhando para dentro de nós mesmos e não do outro. Pois quando olhamos para fora, o que se apresenta podem ser aspectos de frieza, individualismo, desrespeito e egoísmo que são disseminados. Por vezes, pensamos em desistir e acreditamos que só a violência e o desamparo mostrados nos meios de comunicação são verdadeiros e possíveis. Desacreditamos da possibilidade de que ainda há sentimentos e ações boas na sociedade em que vivemos. Não podemos deixar a chama se apagar em nós e naqueles que nos cercam. Um velho ditado já dizia “fazei o bem, sem olhar a quem” e eu ousaria completá-lo dizendo “e sem olhar além”, devemos continuar fazendo o bem, mesmo com a sociedade atual substituindo os valores de solidariedade, empatia e respeito por outros tão distantes destes.

Fazer o bem porque alguém merece e fazer o bem esperando ver os resultados da sua própria ação pode provocar ansiedades, tristezas e frustrações que podem minar a vontade de ser solidário. Fazer o bem deve ser algo que vem de dentro, deve ser compreendido como o semear de uma planta que pode demorar muito para crescer e dar resultados. Talvez você tenha feito algo de bom para alguém e não viu os resultados imediatos, mas acredite, nossas ações vão além do que podemos ver, podem atingir vidas que nem mesmo estão ligadas a nós, por isso, continue a fazer o bem mesmo que os resultados do que você tem feito pareçam distantes.

Imagem capa: Pinterest

Colunista:

Renata de Souza da Silva Rodrigues
CRP 05/48142

Psicóloga, graduada pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro / UERJ.
Atende no Rio de Janeiro oferecendo atendimento clínico e
orientação profissional para adolescentes, jovens e adultos.
Uma das idealizadoras da Fanpage e Projeto Multiplica Psi.
Contatos:
E-mail: renata.rodrigues.psi@gmail.com
Facebook.com/multiplicapsi

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