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Você sabe o que é Transtorno Obsessivo Compulsivo (Toc)?


Por: Renan Gomes Lara

Em meio a diversas pesquisas no campo da saúde mental, vem sido demonstrada uma crescente demanda da população diagnosticada com Transtorno Obsessivo Compulsivo (TOC). Fator considerado epidemiológico que traz inúmeras limitações e desconforto aos pacientes pela falta do conhecimento da doença e seus sintomas, que contrapõem a qualidade de vida, ocasionando assim angústias, ansiedades e sofrimento.

Devemos compreender inicialmente que o transtorno pode ser dividido em duas fases: a obsessão e compulsão. Segundo os autores Souza e Daige (2003):

“Na obsessão há um grande volume de pensamentos repetidos e perturbadores, causando uma preocupação no indivíduo através de ideias obcecadas, crenças sem sentido que não conseguem mais desprender-se, podendo acompanhar sentimentos de medo, nojo, dúvida. O paciente pode envolver familiares e amigos em seus sintomas.

A compulsão seria a maneira camuflada que o paciente elabora, a fim de lidar com a sua obsessão. O indivíduo cria determinadas regras, de modo que elas aliviem o pensamento através de tarefas que nunca estão “bem feitas”. Os rituais criados pelo paciente com (TOC), causam angústia e fazem com que tomem grande parte de seu tempo em sua rotina diária, interferindo assim no seu convívio social.”

Entendemos que não existe uma causa específica do Transtorno Obsessivo Compulsivo. Os autores supracitados corroboram com os estudos afirmando que o transtorno ocorre devido a comunicação do Córtex Orbital (parte frontal do cérebro) e os Gânglios Basais (estruturas profundas), de modo que há uma insuficiência no nível de serotonina. O quadro patológico do transtorno, pode vir associado a outras comorbidades e devemos ter uma distinção clara de cada uma. Assim, as mais semelhantes são: o Transtorno de Tourette e Transtorno de tiques motores ou verbais, que trazem também grande desconforto ao paciente.

A Psicoterapia Cognitiva Comportamental – TCC (abordagem da Psicologia que tem sido muito recomendada para este tipo de transtorno) e a medicação, são aliados eficazes na saúde e qualidade de vida dos pacientes, embora as demais abordagens psicológicas sejam também muito efetivas. Os componentes para a evolução do tratamento de TOC, consistem em: educação (o paciente será o percursor na melhora de sua doença); dieta (não utilizar álcool e cafeína); atividade física (caminhadas, natação, hidroginástica, entre outras).

A terapia será continua de modo que os familiares do paciente deverão estar envolvidos para a melhora do quadro e sintoma. Todos tem tarefa fundamental no auxílio do tratamento. O acesso à informação é de suma importância, já que discutir o problema, falar sobre os “rituais” advindos do transtorno e os demais sintomas, poderá auxiliar na compreensão e qualidade de vida. É importante solicitar ajuda do psicólogo no manejo da demanda do TOC, trabalhar em conjunto e focalizar nos elementos positivos da evolução do paciente.

Buscar auxílio de profissionais na área da saúde mental, como psicólogos e psiquiatras é de suma importância para a melhora significativa dos indivíduos com Transtorno Obsessivo Compulsivo, considerando que esses profissionais são aptos no diagnóstico e na investigação da melhor forma de tratamento.

Referências:

SOUZA, José Carlos. Entendendo as obsessões e compulsões / José Carlos Souza e Israel Félix Daige. Campo Grande – de: UCDB, 2003.

Imagem capa: Pinterest

Colunista:

Renan Gomes Lara

Estagiário em uma ONG não governamental.
Atuou na promoção da saúde com escuta qualificada,
acolhimento e informações aos usuário do
Sistema Único de Saúde – SUS em
Unidade de pronto atendimento – UPA.
Estudante de Psicologia na Faculdade Unigran Capital
em Campo Grande – MS.
Atuou na Caravana da Saúde na cidade de Campo Grande.
Participa de projetos voltados a área da psicologia.
Contatos:
Whatsapp: (67) 99269-9508

E-mail: reenamportales@gmail.com

*Ao reproduzir este conteúdo, não se esqueça de citar as fontes.


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